RÁDIO EDUCATIVO
O rádio, reconhecidamente meio de comunicação
eficiente, de alcance imediato, limitado apenas pela potência da
emissora, deixa de ser a partir de 1920, pessoal e é compartilhado.
Consequentemente comentado pelo grupo familiar. Ao transmitir informações,
o rádio integra o processo sócio-cultural de desenvolvimento,
atingindo significativa parte da população
do planeta; diretamente o rádio educa.
Devido a facilidade de acesso, ao alto nível
de cobertura e a flexibilidade, o rádio oferece grandes possibilidades
para a educação a distância no desenvolvimento de programas
de educação formal e não formal. O ensino pelo rádio,
utilizado para desenvolver conteúdos de nível primário
e capacitação de docentes, pode ser bastante eficiênte.
Utilizado na educação não formal, em campanhas de
prevenção de Saúde Coletiva, Alfabetização
e Programas Sociais, estimulando a integração nacional, este
meio efetivamente pode contribuir para educação de grande
parte da população brasileira ainda analfabeta.
Por sua diversidade e baixo custo, o rádio
é o meio utilizado com mais freqüência nos projetos de
desenvolvimento social. Para que os textos radiofônicos cheguem aos
ouvintes é necessário utilizar várias técnicas
de criação de programas. Na educação pelo rádio,
consideramos três pontos básicos:
a) Audições gravadas;
b) Leitura de roteiros;
c) Guias.
a) Audições gravadas
É a estratégia mais usada. Para a elaboração
dos programas utiliza-se a exposição de peritos (transposição
de aulas e conferência). Permite qualidade na gravação
visto que a mesma pode ser feita várias vezes, até conseguir
a apresentação e qualidade adequada. Geralmente, transmitem
grande quantidades de informações bem estruturadas. O emissor
dirigi-se a um ouvinte distante heterogêneo e anônimo (mesmo
em audiência cativa como nos cursos a distância). O ouvinte
não tem como expor suas dúvidas ou fazer comentários.
São bem utilizados para o público escolarizado com conhecimento
prévio do tema.
A utilização de rádio-novela
no desenvolvimento de conteúdos para a educação e
a apresentação de problemáticas sociais, econômicas
e políticas, permitem ao ouvinte identificar-se com os personagem
e situações, fazendo-os elaborar respostas no plano individual
e no coletivo.
b) A leitura de roteiros Compartilha
as características das audições gravadas, a diferença
é que a leitura de roteiros ocorre com a rádio no ar, dando
naturalidade e espontaneidade à emissão. Oferece a oportunidade
de retroalimentação e de monitorar a audição,
incluindo a participação do ouvinte e o diálogo com
especialistas e produtores.
c) Programas estruturados por guias
Facilitam o desenvolvimento da emissão dentro das pautas programadas;
proporcionam mais liberdade ao especialista para desenvolver conteúdos
e incorporar elementos da atualidade e da participação direta
do público. Ao estimular a construção individual
do conhecimento, a proposta radiofônica educativa é desmassificadora,
desmitificadoras; ancora-se na realidade, proporcionando elemento para
compreendê-la e superá-la (Scheimberg, M).
A construção de programas para educação
via rádio deve considerar as características do meio. As
estratégias descritas acima são possibilidades que não
descartam a criação de outras estratégias adequadas
aos objetivos de cada projeto específico. |