UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO





JUAN FRANCISCO GABELA MOLINA





CONTRIBUIÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO NO SISTEMA KANBAN:

CRITÉRlOS E EXEMPLOS DE IMPLEMENTAÇÃO



DISSERTAÇÃO SUBMETIDA A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ENGENHARIA





FLORIANÓPOLIS, ABRIL DE 1995


CONTRIBUIÇÃO DA INFORMATIZAÇÃO NO SISTEMA KANBAN:

CRITÉRIOS E EXEMPLOS DE IMPLEMENTAÇÃO


JUAN FRANCISCO GABELA MOLINA



ESTA DISSERTAÇÃO FOI JULGADA ADEQUADA PARA OBTENÇÃO Do TÍTULO DE



MESTRE EM ENGENHARIA

ESPECIALIDADE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E APROVADA EM SUA FORMA FINAL PELO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO.


Prof. OSMAR POSSAMAI, DR.

COORDENADOR DO CURSO

BANCA EXAMIlNADORA:

PROF. DALVIO FERRARI TUBINO, DR.

ORIENTADOR



PROF. PAULO JOSÉ DE FREITAS FILHO, DR.


PROF. GREGÓRIO VARVAKIS RADOS, PH.D.



ENG. JOSÉ MASCHERONI, MS. SC.

A mi hija Maria Paula, el mayor tesoro de mi vida A mi esposa Patty, compañera y amiga, por su amor incondicional A mi familia, por creer en mi

Por ustedes, todo vale Ia pena.


AGRADECIMENTOS

Gostada expressar meus agradecimentos:

Ao Prof. Dalvio Ferrari Tubino, pela orientação, dedicação e incentivo no desenvolvimento desta Dissertação.

Aos professores Gregório Varvakis Rados e Paulo José de Freitas Filho, pelos comentados que permitiram aperfeiçoar este trabalho.

Ao José, pela proposta do tema de pesquisa e as longas horas me transmitindo conhecimentos e sugestões e, sobretudo, pela sua amizade sincera. À UFSC, pela oportunidade concedida para a realização do Curso de Mestrado em Engenhada de Produção.

À CAPES e seu Programa Estudantes Convênio e ao Instituto Ecuatoriano de Crédito Educativo y Becas (IECE), pelo apoio financeiro recebido, bem como, ao Instituto Euvaldo Lodi (IELISC) pelo apoio na fase inicial desta pesquisa. Às empresas que colaboraram fornecendo os dados e por ter mostrado a aplicabilidade das técnicas de produção japonesas.

Ao Marcelo, pela amizade e o empenho na revisão do texto, e aos meus colegas Armando, Maurício, Renato, Hugo, Cados, Bods, Alberto, Juan Carlos, Ricardo, Vania, Osids, Carina, lvette, Oneida e Verceles, por sua alegria e companherismo, com a certeza de ter iniciado uma amizade duradoura.

Aos amigos Fernando e Graça, Rogério e Regina e Antônia Ondina, pelo afeto e carinho oferecido à minha família, nos fazendo sentir em casa, ainda que longe da nossa. À minha família, os Gabela-Perez, que na distância souberam ficar perto; seu afeto e apoio incondicional foram decisivos. Em especial agradeço a meus pais e ao meu caro irmão Diego, pela presença espiritual e apoio nas horas difíceis, e meu tio Nato (in memoriam) por tudo que me ensinou.

À minha esposa e filha, sempre presentes no meu coração. A elas, a quem o desenvolvimento deste trabalho privou de muitos momentos juntos, todo meu amor e a certeza de que o esforço não foi em vão.

E a Deus e a nossa Mater Maria, por ter me acompanhado nestes dois anos da minha vida no Brasil e mostrado caminhos de coragem, força, humildade e fé.


SUMÁRIO




Lista de figuras

Resumo

Abstract

CAPÍTULO 1  INTRODUÇÃO

1.1 Caracterização do problema

1.2 Objetivos do trabalho

1.2.1 Objetivo geral

1.2.2 Objetivos específicos

1.3 Importância do trabalho

1.4 Limitações do trabalho

1.5 Estrutura do trabalho

CAPÍTULO 2 FILOSOFIA DE PRODUÇÃO JUST-IN-TIME

2.1 Estratégias de produção: importância atual

2.2 Princípios e objetivos do Just-ln-Time

2.2.1 Eliminação de desperdícios

2.2.2 Melhoria contínua

2.2.3 Envolvimento de pessoal

2.2.4 Flexibilidade e simplicidade

2.2.5 Organização e visibilidade

2.2.6 Eliminação de funções que não agregam valor

2.3 Aplicação do Just-in-Time no sistema de produção

2.3.1 Planejamento e programação da produção

2.3.2 Fluxo e controle da produção

2.3.3 Materiais

2.3.4 Tempos do processo

2.3.5 Famílias deprodutos, layout e manufatura celular

2.3.6 Qualidade

2.3.7 Recursos humanos

2.3.8 Fornecedores

2.4 Melhorias obtiveis com a implantação do JIT

CAPÍTULO 3 O SISTEMA KANBAN

3.1 Origens do kanban e seu relacionamento com a filosofia JIT

3.2 O kanban como sistema de controle da produção

3.2.1 Objetivos do sistema kanban

3.2.2 Superioridade do kanban face ao MRP

3.3 Características do sistema kanban

3.3.1 Funções do kanban

3.3.2 Tipos de cartões kanban

3.3.2.1 Kanban de ordem de produção

3.3.2.2 Kanban de requisição

3.3.2.3 Outros tipos de kanbans

3.4 Funcionamento do sistema kanban

3.4.1 Pré-requisitos para o kanban

3.4.2 Regras do sistema kanban

3.4.3 Kanban interno

3.4.3.1 Funcionamento do sistema com dois cartões

3.4.3.2 Funcionamento do sistema com um cartão

3.4.4 Kanban externo

3.4.5 Determinação do número de kanbans

3.5 Seleção de itens para o kanban em processos não repetitivos

3.6 Benefícios e limitações do kanban

CAPÍTULO 4  INFORMATIZAÇÃO DO FLUXO DE INFORMAÇÕES

4.1 Objetivos gerais da informatização

4.1.1 Vantagens da automação da informação para produção

4.2 Elementos de um sistema de comunicação

4.2.1 Elementos de hardware

4.2.2 Elementos de software

4.3 Redes de computadores

4.4 Intercâmbio eletrônico de dados

CAPÍTULO 5 CRITÉRIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA KANBAN INFORMATIZADO

5.1 Cadeia produtiva no ambiente Just-ln-Time

5.2 Fluxo de informações na estrutura operacional do JIT

5.3 Funções do sistema kanban informatizado

5.4 Alternativas de estruturas de redes para o kanban informatizado

5.5 Guia para implementação de um sistema kanban informatizado

CAPITULO 6  DESCRIÇÃO DE IMPLEMENTAÇÕES DE SISTEMAS KANBAN INFORMATIZADOS

6.1 Descrição da implementação na Empresa A

6.1.1 Caracterização da empresa

6.1.2 Sistema de produção

6.1.3 O kanban informatizado

6.1.3.1 Características do projeto

6.1.3.2 Configuração do Sistema

6.1.3.3 Funcionamento do kanban informatizado

6.1.3.4 Avaliação do kanban informatizado

6.1.4 Análise

6.2 Descrição da implementação na empresa B

6.2.1 Caracterização da empresa

6.2.2 Sistema de produção

6.2.3 O kanban informatizado

6.2.3.1 Características do projeto

6.2.3.2 Configuração do Sistema

6.2.3.3 Funcionamento do kanban informatizado

6.2.3.4 Avaliação do kanban informatizado

6.2.4 Análise

CAPÍTULO 7 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

7.1 Conclusões

7.2 Recomendações para futuros trabalhos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA


ANEXO l   ROTEIRO PARA LEVANTAMENTO DE DADOS NAS EMPRESAS


LISTA DE FIGURAS

Figura l Estrutura do trabalho

Figura 2 Estrutura de programação de produção nivelada aplicável a um sistema JIT

Figura 3 lnteração entre o sistema de planejamento a meio e longo prazo e o sistema kanban

Figura 4 Fluxo de informação para o controle de materiais do sistema de puxar

Figura 5 Desdobramento do tempo total de produção

Figura 6 Riscos I Poder contratual

Figura 7 Melhorias obtiveis com a implantação de técnicas japonesas

Figura 8 Diferença entre o planejamento convencional e o kanban

Figura 9 Tipos de kanban

Figura 10 Diagrama esquemático de um kanban de produção

Figura l l Etiquetas kanban

Figura 12 Kanban de requisição

Figura 13 Kanban do fornecedor

Figura 14 Painel porta-kanban e a relação com o controle de estoques

Figura 15 Funcionamento do sistema kanban com dois cartões

Figura 16 Funcionamento do sistema kanban com um cartão

Figura 17 Funcionamento do kanban externo - sistema reabastecimento posterior

Figura 18 Sistema de informação - retirada seqüencial

Figura 19 Relação da repetitividade e variação de consumo com o sistema kanban

Figura 20 Estrutura de software para o desenvolvimento de um sistema de comunicação

Figura 21 Sistema de redes locais em uma empresa

Figura 22 Esquema de rede de terminais e seus componentes principais

Figura 23 Rede cliente I servidor

Figura 24 Rede ponto a ponto

Figura 25 Modelo de transferência eletrônica de dados

Figura 26 lnterdependências na cadeia produtiva fornecedores/empresa/clientes

Figura 27 lnterações das informações para produção

Figura 28 Funcionamento simplificado de um SKI entre cliente e fornecedor

Figura 29 Funções da área produtiva

Figura 30 Esquema geral de entradas e saídas do sistema kanban informatizado

Figura 31 Diagrama de rede terminais - painéis / mainframe

Figura 32 Diagrama de rede PC's - painéis / servidor

Figura 33 Guia para a implementação de um sistema kanban informatizado

Figura 34 Organograma funcional de produção - Empresa A

Figura 35 Redução do material em processo

Figura 36 Redução do lead-time (magazines)

Figura 37 Teste de placas (placas defeituosas)

Figura 38 Teste de placas (nível de defeitos por componentes montados)

Figura 39 Layout simplificado da área de produção - Empresa A

Figura 40 Layout simplificado da distribuição física de painéis e computadores no chão-de-fábrica

Figura 41 Distribuição física do painel eletrônico e exemplo de dados

Figura 42 Estrutura orgânica da área de produção - Empresa B

Figura 43 Layout simplificado da área de produção de escovas e vassouras

Figura 44 Layout do painel eletrônico

Figura 45 Relação produtos - necessidades - luzes do painel eletrônico