Esta dissertação foi julgada adequada para obtenção
do Título de
Banca Examinadora
Dedico esta dissertação
Aos meus avós
Maria Francisca (Nenê) e Djalma (in
memoriam)
Luiza e Amaro (in memorium)
Aos meus pais
Yara e Carlos
À minha irmã
Kika
Ao meu marido
Francisco
Aos meus filhos
Olavo e Luciana
AGRADECIMENTOS:
Nesta oportunidade agradeço a todas as pessoas que direta ou
indiretamente contribuíram para o meu desenvolvimento pessoal,
profissional e à elaboração desta
dissertação.
Em especial, agradeço:
À professora Sandra, pela orientação, apoio e amizade durante este caminho.
À Universidade Federal de Santa Catarina, pelo apoio institucional.
Às empresas Hering Têxtil e Marisol, por terem aberto suas portas, oferecendo apoio total para a realização do trabalho.
Aos funcionários das empresas, pela colaboração ao responderem aos questionamentos feitos e, em especial, ao João e ao Jair, da Hering Têxtil e ao René, ao Odair , ao Paulo e à Tânia da Marisol.
Ao corpo de professores do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, pelos conhecimentos transmitidos.
À ELETROSUL, pelo apoio institucional.
Aos meus filhos Olavo e Luciana, que, literalmente, me ensinaram sobre o amor e o ciclo da vida.
Ao meu marido, por estar sempre ao meu lado.
Aos meus avós, Djalma e Nenê pelo amor e paciência que tiveram comigo, ensinado-me que eu sempre posso chegar mais além ...
À minha mãe, por todo o seu carinho.
Ao meu pai, por ter me ensinado a paixão pelos livros.
Á minha irmã, Kika, pelo seu companheirismo e amor.
Aos meus tios Jaça e Luíz, pelo carinho e pelos filmes das suas viagens que me criaram a vontade de ver o mundo com outros olhos.
À minha tia Teresa, pela atenção de mãe e que, aos dez anos, me levou para conhecer a minha primeira indústria têxtil.
Ao meu tio Neno, pela atenção de pai e pelos conselhos, que despertaram, em mim, a vontade de ser engenheira
E, aos meus familiares e amigos, Adriana, Ana, Angela, Augusta, Carla,
Carlos, Clô, Cristina, Elaine, Eduardo, Helena, Hugo, Luizinho, Jali,
Lúcia, Magri, Marcelo, Márcia, Maria Helena, Maristela,
Maurício, Michele, Mig, Moacyr, Nair, Nado, Nica, Olavo, Pedro, Rafael,
Renan, Roberto, Ronaldo, Sandoval, Sayonara, Silvinha, Simoni, Suzana, Telma,
Tio Jali, Toni, Yolanda, Vanessa, pelo companheirismo e pelas palavras de
incentivo.
Nosso objetivo nessa dissertação é discutir a questão ambiental como estratégia competitiva e de excelência empresarial. A meta é a de identificar como as empresas do segmento industrial têxtil catarinense estão se estruturando em termos de gerenciamento ambiental, no que tange ao seu processo produtivo e seus impactos no meio ambiente.
Para tanto, buscamos:
Sistematizar as informações relativas ao gerenciamento das questões ambientais no Segmento Industrial Têxtil Catarinense
Identificar as principais diretrizes adotadas pelas empresas deste segmento industrial para a implantação de programas ambientais
Levantar a importância do mercado consumidor, como agente regulador para implantação de ações de proteção ambiental dentro deste segmento industrial
Identificar quais foram os reais benefícios para as empresas que investiram na preservação ambiental
Levantar quanto do seu faturamento as empresas deste segmento industrial têm investido para se adequar aos novos padrões ambientais.
Duas empresas do setor têxtil Catarinense, a Hering e a Marisol, foram
escolhidas, e as técnicas relativas a Estudo de Caso, empregadas com
o objetivo de subsidiar nossa análise.
Our main goal in this dissertation is to discuss the impact of environmental questions, both as a competitive strategy and as a mean for attaining company excellence. Our target is to identify how companies of Santa Catarina textile sector are organizing themselves in terms of environmental management, with respect to their productive process and environmental impacts to face these challenges.
In order to do so, we looked for:
Systematize information relative to the management of environmental questions in Santa Catarina Textile Industries
Identify the main guidelines that were adopted for these companies in order to implement their environmental programs
Investigate the relevance given by consumers market, as a regulator agent, to the implementation of environmental protection actions within this industrial segment
Identify what real benefits were obtained by companies that invested in environmental preservation
Investigate the percentage of industry incomes that are being invested to adequate the company to the new environment standards.
Two companies of Santa Catarina Textile Sector, Hering and Marisol, were
chosen and Case Study techniques were employed to help in our analysis.
1.3. Hipóteses Geral e Específicas
CAPÍTULO III - QUESTÕES AMBIENTAIS
3.1. Revisão Histórica dos Problemas Ambientais
3.1.2. História da Poluição Ambiental
3.2. Definições de "Incômodo Público" e Poluição Ambiental
3.3. Considerações sobre a Poluição
CAPÍTULO IV - LEGISLAÇÃO
AMBIENTAL
4.2. Licenciamento Ambiental de Atividades Industriais Poluidoras
4.3 - Legislação de Controle da Poluição
4.3.1 - Controle da Poluição Aérea
4.3.2. Controle da Poluição Hídrica
4.3.3. Controle de Resíduos Sólidos
4.4.1. Ação Civil Pública de Responsabilidade por Danos ao Meio Ambiente
4.4.2. Artigos sobre Meio Ambiente na Constituição Federal
5.1. Tecnologia e Meio Ambiente
5.2. Meio Ambiente, Tecnologia e Industrialização
5.3. Desenvolvimento Tecnológico e o Meio Ambiente
5.4. Tecnologias Ambientalmente Saudáveis (ESTs)
6.2. A Questão da Competitividade e do Sucesso
6.4. Administração Estratégica
6.5. A Questão do Controle: Organizações Dirigidas por Gênios ou Capazes de "Aprender a Aprender".
6.6. Planejamento Estratégico por Refinamentos Sucessivos
6.7. Por uma Gestão Ambiental Moderna
CAPÍTULO VII - GERENCIAMENTO AMBIENTAL
7.2. Evolução da Gestão Ambiental
7.6. Perspectivas para o Século XXI
CAPÍTULO VIII - INDÚSTRIA
TÊXTIL
8.1 - Área de Abrangência do Estudo: O Estado de Santa Catarina
8.2. O Processo de Fabricação Têxtil
8.3. Os Impactos Ambientais do Setor Têxtil
8.4. Do Algodão Cru ao Acabamento
8.5. Efluentes do Processamento de Algodão
8.6. Qualidade e Produtividade na Indústria Brasileira
9.1. Avaliação do Gerenciamento Ambiental na Indústria Têxtil
9.2.2. Exploração e Interpretação dos Dados
CAPÍTULO X - ESTUDO DE CASO 1: HERING
TÊXTIL S. A .
10.4. Sistema de Gerenciamento Ambiental
CAPÍTULO XI - ESTUDO DE CASO 2: MARISOL
S. A . INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO
11.4. Sistema de Gerenciamento Ambiental
CAPÍTULO XII - RESULTADOS OBTIDOS
12.4. Sistema de Gerenciamento Ambiental
CAPÍTULO XIII - CONCLUSÕES E
RECOMENDAÇÕES
| Figura 2.1 - Filtragem sobre como o homem encara e reage ao ambiente natural | |
| Figura 2.2: O processo produtivo e o meio ambiente | |
| Figura 2.3: O homem, a natureza e a tecnologia | |
| Figura 2.4: Os domínios da economia convencional, ecologia convencional, economia ambiental e dos recursos naturais e economia ecológica | |
| Figura 2.5: As três ecologias | |
| Figura 4.1: Organograma do SISNAMA | |
| Figura 6.1: Cinco forças competitivas que determinem a rentabilidade da indústria e os elementos da estrutura industrial | |
| Figura 6.2: Determinantes de estratégias das empresas brasileiras | |
| Figura 7.1: Efeitos de todos os aspectos da atividade interna de uma organização sobre o meio ambiente | |
| Figura 7.2: Comportamento ambiental reativo | |
| Figura 7.3: Comportamento ético ambiental da empresa | |
| Figura 7.4: As três questões fundamentais do sistema de gerenciamento ambiental | |
| Figura 7.5: ISO Série 14000 | |
| Figura 7.6: Melhoria contínua | |
| Figura 8.1: Fluxo de produção têxtil | |
| Figura 8.2: Classificação das fibras têxteis | |
| Figura 8.3: Efluentes provenientes do processamento de tecidos de algodão e sintéticos | |
| Figura 9.1: Diagrama representando o sistema de gestão ambiental relacionado a um modelo empresarial | |
| Figura 9.2: Estrutura de melhoria contínua | |
| Figura 10.1: Localização das unidades fabris da Hering | |
| Figura 10.2: Organograma da Hering | |
| Figura 10.3: Fluxograma do processo produtivo da Hering | |
| Figura 10.4: Fluxo de processamento do lixo interno da Hering | |
| Figura 10.5: Mudança no processo produtivo da Hering | |
| Figura 10.6: Política ambiental da Hering | |
| Figura 10.7: Estrutura do sistema de gestão ambiental | |
| Figura 11.1: Organograma da Marisol | |
| Figura 11.2: Fluxograma do processo produtivo da Marisol | |
| Figura 11.3: Mudança no processo produtivo da Marisol | |
| Figura 11.4: Plano de ação tático da Marisol | |
| Figura 12.1: Identificação do gerenciamento das questões ambientais no organograma da Hering | |
| Figura 12.2: Identificação do gerenciamento das questões ambientais no organograma da Marisol | |
| Figura 12.3: Pressões exercidas sobre a indústria |
| Tabela 2.1: Comparação entre economia e ecologia convencionais e economia ecológica |
|
| Tabela 4.1: Padrões de qualidade do ar | |
| Tabela 4.2: Padrões de emissão de poluentes atmosféricos | |
| Tabela 5.1: Estimativa das principais emissões industriais na atmosfera | |
| Tabela 8.1: Exportações catarinenses em 1994 | |
| Tabela 8.2: Volume dos efluentes provenientes de uma indústria típica de tecidos de algodão, raiom-viscose, poliéster-algodão e de poliéster-náilon. | |
| Tabela 8.3: Cargas dos efluentes do processamento do algodão | |
| Tabela 8.4: Programas, técnica e métodos para aumento de qualidade | |
| Tabela 8.5: Os métodos utilizados como função do porte da empresa | |
| Tabela 8.6: Os métodos utilizados de acordo com o setor produtivo |
| Quadro 5.1: Eventos ambientais significativos entre 1984 e 1987 | |
| Quadro 7.1 A transição dos anos 90 rumo a uma conscientização ambiental | |
| Quadro 7.2 Evolução da gestão ambiental | |
| Quadro 7.3:Diferentes tipos de auditoria na British Petroleum | |
| Quadro 7.4: Sistema de gerenciamento ambiental (SGA) | |
| Quadro 7.5: Perspectivas da transformação ecológica na indústria | |
| Quadro 10.1: Dados gerais da Hering | |
| Quadro 10.2: Matriz e unidades fabris da Hering | |
| Quadro 10.3: Identificação dos efluentes líquidos das unidades fabris da Hering | |
| Quadro 10.4: Matriz energética da Hering | |
| Quadro 10.5: Consumo de água industrial da Hering | |
| Quadro 10.6: Fatores que influenciam a empresa para investir em proteção ambiental | |
| Quadro 10.7: Sistemas de tratamento dos efluentes líquidos da Hering | |
| Quadro 10.8: Sistemas de controle para efluentes gasosos da Hering | |
| Quadro 10.9: Monitoramento ambiental da Hering | |
| Quadro 10.10: Licenciamento ambiental das unidades fabris da Hering | |
| Quadro 10.11:Atividades e responsabilidades no S.G.A . da Hering | |
| Quadro 11.1: Dados gerais da Marisol | |
| Quadro 11.2: Matriz e unidades fabris da Marisol | |
| Quadro 11.3: Identificação dos efluentes das unidades fabris da Marisol | |
| Quadro 11.4: Matriz energética da Marisol | |
| Quadro 11.5: Consumo de água industrial da Hering | |
| Quadro 11.6: Fatores que influenciam a empresa para investir em proteção ambiental | |
| Quadro 11.7: Sistemas de tratamento dos efluentes líquidos da Marisol | |
| Quadro 11.8: Sistemas de controle para efluentes gasosos da Marisol | |
| Quadro 11.9: Processamento dos resíduos sólidos na Marisol | |
| Quadro 11.10: Monitoramento ambiental da Marisol | |
| Quadro 11.11: Licenciamento Ambiental das Unidades Fabris da Marisol | |
| Quadro 11.12: Oko-Tex: análises residuais para todos os grupos de fibras | |
| Quadro 11.13: Oko-Tex: qualificações ecológicas adicionais (somente para fibras naturais | |
| Quadro 12.1: Resumo dos dados das organizações | |
| Quadro 12.2: Resumo da matriz energética das organizações | |
| Quadro 12.3: Consumo de água nas organizações | |
| Quadro 12.4: Fatores que influenciaram as organizações para melhorar seu desempenho ambiental | |
| Quadro 12.5: Fatores que estão influenciando as organizações para melhorar seus desempenhos ambientais |
ABREVIAÇÕES
ABNT - Associação Brasileira de Normas
Técnicas
CMI - Capitalismo Mundial Integrado
CNI - Confederação Nacional das
Indústrias
CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente
DBO - Demanda Bioquímica de Oxigênio
EIA - Estudo de Impacto Ambiental
ERCs - Emission Reduction Credits (Créditos por
Redução de Emissão)
FGV - Fundação Getúlio Vargas
IBAMA - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis
ICC - International Commerce Camera (Câmara Internacional
do Comércio)
OCDE - Organização de Cooperação para
o Desenvolvimento Econômico
OD - Oxigênio Dissolvido
OMC - Organização Mundial do Comércio
PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente
PPP - Princípio Poluidor Pagador
PRONAR - Programa Nacional de Controle da Poluição do
Ar
RIMA - Relatório de Impacto Ambiental
SEMA - Secretaria Especial do Meio Ambiente
SGA - Sistema de Gerenciamento Ambiental
SISNAMA - Sistema Nacional de Meio Ambiente
GLOSSÁRIO
Benchmark - Base que serve de referência para uma
comparação