UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENG. DE PRODUÇÃO

 
 

Áreas Verdes para a Qualidade do Ambiente de Trabalho: Uma Questão Eco-ergonômica

 

 Jane Pilotto
 
 

Dissertação submetida à
Universidade Federal de Santa Catarina
para a obtenção do grau de Mestre em Engenharia
 
 

Florianópolis, maio de 1997
Santa Catarina - Brasil
  
Áreas Verdes para a Qualidade do Ambiente de Trabalho: Uma Questão Eco-ergonômica
 
 

Jane Pilotto

 

Esta dissertação foi julgada adequada para a obtenção do título de
Mestre em Engenharia
Especialidade Ergonomia e aprovada em sua forma final pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.
 

_____________________________
Prof. Ricardo Miranda Barsia, Ph.D.
Coordenador do Programa
 

Banca Examinadora:

_____________________________
Prof. Francisco Antônio Fialho, Dr.
Orientador

_____________________________
Prof.a. Leila do Amaral Gontijo, Dra.
 

_____________________________
Prof.a. Sandra Sulamita Nahas Baasch, Dra.

 
_____________________________
Prof.a. Zuleica Maria Patrício, Dra.


"A man who works with his hands is a laborer;
a man who works with his hands and his brain is a craftsman;
but a man who works with his hands and his brain, and his heart is an artists."
Luiz Nizer, American Lawyer (1902-1994)

Dedicatória
 

A todos aqueles que sonham com um mundo ‘mais verde’, e que, de alguma maneira, realizam este sonho.

A todos os tons e formas da nossa vegetação, fonte maior de inspiração dos meus próprios sonhos.


Agradecimentos

 
Ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSC.

Ao Professor Francisco Fialho, pela sua capacidade de conseguir ver sempre, o que existe de melhor em cada um de nós, e pelos diversos ensinamentos e orientações.

Às professoras Leila, Sandra e Zuca, pela amizade, estímulo, tempo dedicado, apoio técnico e pela participação na banca.

Aos meus primos Elson e Stella que viabilizaram esta ‘empreitada’, com seu apoio e incentivo e iniciativa.

Ao meu marido Sandro, e à Chloé, que estiveram sempre ao meu lado, com compreensão, carinho e paciência, principalmente nos momentos mais difíceis.

Aos meus pais Doris e Renato, que sempre me apoiaram, estimularam e ajudaram.

Aos meus primos, tios e amigos, Guto, Ana Lucia, tia Cleide, tio Afonso e Lane pelo apoio, carinho e amizade, que possibilitou esta ‘arrancada final’.

Aos amigos da Petroquímica Triunfo, pelo seu carinho e ajuda, e em especial ao Sílvio, pelo incentivo, apoio e disponibilidade incondicional.

Aos meus amigos da UFSC, que, de diversas formas colaboraram para a realização deste trabalho.

Ao CNPq pelo apoio financeiro.

E a todos aqueles amigos, que embora não tenham sido citados, também contribuiram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho.


Sumário

 

Resumo

Abstract

 
1. INTRODUÇÃO
1.1. Justificativas
1.2. Objetivos
1.3. Hipóteses
1.3.1. Pressupostos tomados como verdadeiros
1.3.2. Hipótese geral
1.3.3. Hipóteses subjacentes
1.3.4. Hipóteses de trabalho
1.4. Metodologia
1.5. Descrição capítulos
1.6. Limitações do trabalho
 

2. ARQUITETURA DE PAISAGENS E ECOLOGIA
2.1. Conceito de paisagismo
2.2. Paisagismo de grandes áreas
2.2.1. Funções paisagísticas das plantas arbóreas e das plantas arbustivas
2.2.2. Funções paisagísticas das plantas herbáceas
2.3. Ecologia e paisagem brasileira
2.4. Consciência ecológica
2.5. Ecologia no projeto de paisagismo
2.6. Paisagem sustentável: única saída
 

3. HOMEM, AMBIENTE E ÁREAS VERDES
3.1. O imaginário do ambiente
3.2. O homem no ambiente
3.3. Percepção do ambiente
3.4. Cognição e ambiente
3.5. Avaliação e construção do ambiente
3.6. A relação homem-vegetação-ambiente
3.7. Um retrato cognitivo das nossas culturas, representadas simbolicamente, nos diversos estilos de jardins criados pelo homem
3.7.1. Estilo egípcio
3.7.2. Os jardins da babilônia
3.7.3. Estilo grego
3.7.4. Estilo.persa
3.7.5. Estilo.romano e os jardins das "Villas"
3.7.6. Estilo.mourisco (sec.VIII)
3.7.7. Estilo.medieval (sec. XIII, XIV)
3.7.8. O renascimento (sec.XV-XVII) e as "Villas italianas"
3.7.9. Estilo.francês
3.7.10. Estilo.inglês (sec. XVIII)
3.7.11. Estilo.oriental
3.7.12. Estilo.indiano
3.7.13. Estilo.americano
3.7.14. Estilo.brasileiro (sec. XX)
 

4. ERGONOMIA, ECOLOGIA, E PAISAGISMO PARA A QUALIDADE DO AMBIENTE DE TRABALHO
4.1. Ergonomia e ambiente
4.2. Qualidade do ambiente
4.3. Paisagismo e ambiente
4.4. Paisagismo ergonômico para a melhoria da qualidade do ambiente de trabalho
4.4.1. A saúde física e psicológica do homem no ambiente de trabalho
4.4.2. As energias telúricas
4.4.3. Os íons negativos e a vegetação
4.5. Eco-ergonomia
 

5. PAISAGISMO ECO-ERGONÔMICO
5.1. Funções do paisagismo eco-ergonômico
5.1.1. Funções ergonômicas
5.1.2. Funções ecológicas
5.2. Paisagismo eco-ergonômico em industrias
5.3. Paisagismo eco-ergonômico em rodovias e vias de acesso
5.4. Metodologia para o desenvolvimento do projeto de paisagismo eco-ergonômico
5.5. O exercício do paisagismo eco-ergonômico: apresentação de um ‘modelo’
5.5.1. Introdução
5.5.2. Considerações
5.5.3. Metodologia
5.5.4. Projeto
5.5.5. Conclusões
5.5.6. Resultados obtidos
5.5.7. Considerações finais
 

6. CONCLUSÕES GERAIS
6.1. Conclusões
6.2. Sugestões para futuras pesquisas
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIBLIOGRAFIA


Resumo

 

A possibilidade de se criar ambientes de trabalho ecológicos e ergonômicos, preservando ou criando áreas verdes, é fundamentalmente o objeto desta dissertação.

Partimos da hipótese de que ambientes, originalmente degradados, poluídos ou ainda nocivos a saúde do trabalhador, podem ser melhorados consideravelmente com o auxílio do paisagismo, que nesta proposta, transcende a sua função meramente estética.

Os benefícios alcançados com o paisagismo ecológico e ergonômico, para a melhoria da qualidade do ambiente de trabalho, e conseqüentemente para a saúde e bem estar do homem, estão aqui descritos de diversas formas. A necessidade de cada ambiente vai determinar a função destas áreas verdes.

A forma com que o meio afeta o homem, e a percepção deste ambiente, são também investigadas, de maneira a criar subsídios para este trabalho.

A ergonomia cognitiva aparece, interpretando a evolução das variadas culturas dos povos, simbolizadas nos diversos estilos de jardim, através dos tempos.

Utilizamos portanto as técnicas da ergonomia, relativas ao ambiente, e os estudos da ecologia, para recomendar o paisagismo como instrumento de melhoria da qualidade dos ambientes onde o homem passa grande parte de sua vida, o ambiente de trabalho.


Abstract
 

This dissertation aims to present the possible creation of areas of ecological and ergonomical work through preservation or creation of green areas within the workplace.

Our hypothesis is that areas, originally run down, polluted or even, damaging to health of the worker, can be improved considerably through the landscape architecture which, we propose, trancends the function of mere aestheticity.

The benefits to be reaped from an installation such as this to an improvement in the quality of the workplace and, consequently, to the health and well-being of man, are outlined here. The purpose of these green areas will be determined by the needs of each workplace.

The effects of working environment on man, and perception of this, are also investigated as a means of creating subsidies for this study.

Cognitive ergonomics are symbolised in the diverse garden styles which represent the evolution of varied cultures through time.

We therefore employ ergonomical techniques related to the environment and to ecology to recommend installation of these green areas as stepping stone to improving the quality of the environment where man spends the greater part of this time, the workplace.