Devido a imensa variedade de aspectos que envolve a pessoa do empreendedor e sua relação com a empresa, pode-se afirmar que não existe um protótipo de empreendedor ou de personalidade empreendedora.
Entretanto, a partir de pesquisas realizadas por diversos estudiosos, torna-se evidente que os empreendedores de sucesso possuem algumas características comuns. Neste capítulo, são apresentadas algumas destas características levantadas por pesquisas desenvolvidas na área.
Os estudos sobre empreendedores têm se direcionado por três caminhos. Primeiramente, pela contribuição econômica gerada através da criação de novas empresas por estes indivíduos; pela identificação de características de personalidade comuns aos empreendedores; e, por último, pela diferenciação entre os atributos natos e os desenvolvidos através de treinamentos ou pela experiência com negócios.
Este trabalho, como já foi descrito anteriormente, parte do segundo tema apresentado acima, as características dos empreendedores, propondo uma forma de desenvolvê-las em programas de capacitação.
É possível encontrar uma definição de empreendedor a partir da concepção de diferentes autores. Alguns mais contemporâneos abordam prioritariamente aspectos comportamentais e outros, que desenvolveram seus estudos ainda no início do século, enfatizam a questão do lucro.
Segundo Deakins (1996), o termo empreendedor teve sua origem na França e, numa tradução literal, significa alguém que se sobressai na sociedade.
Adam Smith (1937), definiu o empreendedor como um proprietário capitalista, um fornecedor de capital e, ao mesmo tempo, um administrador que interpõe-se entre o trabalhador e o consumidor.
Para Peter Drucker, os empreendedores são indivíduos inovadores. "A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente" (Drucker, 1987, p. 25).
Segundo DEMAC, "o empreendedor tende a ser um indivíduo independente e autônomo. Sente a necessidade de ser seu próprio patrão, porque é difícil submeter-se a modelos e procedimentos rígidos, tem certa aversão a estrutura hierárquica. Experimenta uma grande necessidade de realizar-se, isto é, de afirmar-se, de vencer os obstáculos, de romper o círculo da rotina, de alcançar objetivos com seu próprio esforço. Por este motivo, pode se dedicar por conta própria a resolver um problema. Sem dúvida reconhece a necessidade de buscar ajuda exterior" (DEMAC, 1990, p.10).
Na visão de Amit, os empreendedores podem ser definidos como "indivíduos que inovam, identificam e criam oportunidades de negócios, montam e coordenam novas combinações de recursos (funções de produção), para extrair os melhores benefícios de suas inovações" (Amit, 1993, p.816).
Baty (1994), apresenta uma evolução da concepção de empreendedor perante a sociedade: nos anos 80, o empreendedor ainda era considerado como uma pessoa desajustada, um lunático atrás de benefícios. Hoje, ele é visto como alguém que fez uma escolha de carreira, tanto nas universidades, como na sociedade como um todo.
Para fins deste trabalho, utiliza-se uma concepção de empreendedor ligada à criação de uma empresa. Embora possa haver pessoas empreendedoras que ocupem cargos em organizações, as características descritas a seguir dizem respeito a empreendedores que possuem suas próprias empresas.
Como foi exposto anteriormente, dificilmente consegue-se afirmar com precisão quais são as características comuns a todo empreendedor.
Neste estudo, parte-se da premissa de que as características de personalidade que determinam o comportamento dos indivíduos são as habilidades, os conhecimentos, as necessidades e os valores.
Para um melhor entendimento da opção por estas características, apresenta-se a seguir uma explicação a respeito das mesmas.
Correspondem à facilidade para utilizar as capacidades físicas e intelectuais. São trechos e partes do comportamento adaptativo, que se tornam integrados em seqüências e padrões de realização, executados corretamente e que, geralmente, apresentam uma padronização temporal sistemática e flexível (Rodrigues, 1992).
Segundo este autor, quando se desenvolve uma habilidade, acrescenta-se alguma coisa nova a novos trechos e partes do comportamento.
Embora uma habilidade seja composta de reações condicionadas, memorizações e respostas selecionadas, cada uma delas, quando integrada, adquire características próprias e inconfundíveis.
Katz (1986) utiliza o termo habilitação como sinônimo de habilidade e o conceitua do seguinte modo: "o termo habilitação implica na capacidade que pode ser desenvolvida, e não necessariamente inata, que se manifesta no desempenho e não apenas em potencial".
A partir desta conceituação, o autor apresenta três habilitações básicas direcionadas a um bom desempenho gerencial:
Stoner (1995) apresenta um modelo que facilita a visualização das habilidades necessárias em diferentes níveis de administração (Figura 2.1).
Como pode-se perceber, as habilidades humanas são necessárias nos três níveis. As habilidades conceituais aumentam conforme se eleva o nível administrativo, enquanto as habilidades técnicas vão se tornando menos necessárias.
Hersey e Blanchard entendem a habilidade humana como "a capacidade de relacionamento eficaz entre indivíduos, sem gerar conflito desnecessário, mas não encobrindo diferenças importantes em perspectivas ou valores" (1986, p. 3). Estes autores concordam com a relação demonstrada através da figura 2.1: o denominador comum, cuja importância permanece constante em todos os níveis, é a habilidade humana, enquanto a ênfase nas habilidades técnica e conceitual varia em função dos diferentes níveis gerenciais.
McClelland faz uma boa descrição da aplicação da habilidade humana por parte de gerentes e que pode ser direcionada para o estudo dos empreendedores. "Quase que por definição, um bom gerente é aquele que, entre outras coisas, ajuda seus subordinados a se sentirem fortes e responsáveis, que os gratifica oportunamente por bom desempenho e que zela para que as coisas sejam organizadas de tal forma que os subordinados sintam que sabem o que devem estar fazendo. Acima de tudo, os gerentes devem criar entre os subordinados um sólido espírito de equipe, de orgulho em trabalhar como parte de uma determinada equipe. Se um gerente cria e estimula este espírito, seus subordinados certamente apresentarão um melhor desempenho" (McClelland, 1987, p.11).
O desenvolvimento de habilidades depende da capacidade de cada pessoa. Alguns autores acreditam que a capacidade é determinada geneticamente. Desta forma, um indivíduo só desenvolve as habilidades até o limite que sua capacidade possibilita.
Piaget, um dos grandes estudiosos do conhecimento, compartilha a idéia de que cada indivíduo nasce com uma determinada capacidade e só vai desenvolver as habilidades que sua capacidade permitir. Considerava a inteligência como um produto da maturidade biológica do ser humano combinada com sua interação ao ambiente.
Na concepção de Piaget, se a criança não atingiu a estrutura de desenvolvimento mental, não adianta estudar porque não vai aprender.
Outros autores, defendem a idéia de que se pode desenvolver não só as habilidades, como também a capacidade.
Reuven Feuerstein (Apud Vitória, 1994), foi discípulo de Piaget, mas discorda da sua teoria. Feuerstein desenvolveu um método chamado Programa de Enriquecimento Instrumental, que parte do princípio de que inteligência se aprende. Na sua visão, qualquer indivíduo pode aumentar sua capacidade intelectual (potencial de inteligência) e até crianças deficientes são capazes de se tornar normais.
Independentemente da discussão sobre a possibilidade de se desenvolver a capacidade intelectual, acredita-se que as habilidades podem facilmente se desenvolver através de diversas formas, como por exemplo, num programa de capacitação, conforme se propõe neste trabalho.
Representa aquilo que as pessoas sabem a respeito de si mesmas e sobre o ambiente que as rodeia, sendo profundamente influenciado por seu ambiente físico e social, por sua estrutura e processos fisiológicos, por suas necessidades e por suas experiências anteriores (Chiavenato, 1994).
Inclui-se neste grupo, a experiência, que é o conhecimento estruturado através da observação e da prática. Este conjunto de conhecimentos é resultante de processos organizados de aprendizagem, que ocorrem através do tempo sob determinadas condições, proporcionando o surgimento de novas estruturas cognitivas e emocionais, que não existiam anteriormente, provocando deste modo, modificações no comportamento do indivíduo (Lezana, 1995).
Piaget faz uma distinção entre três formas de conhecimento. "Em primeiro lugar, há uma imensa categoria dos conhecimentos adquiridos graças à experiência física em todas as suas formas, isto é, a experiência dos objetos e de suas relações, mas com abstração a partir dos objetos como tais. Vê-se imediatamente que se trata neste caso, da extensão indefinida das condutas de aprendizagem ou de inteligência prática, porém com todos os tipos de novidades que devem ser explicadas. Em segundo lugar, há a categoria, notavelmente estreita, e mesmo de extensão real muito discutível, dos conhecimentos estruturados por uma programação hereditária, como é talvez o caso de certas estruturas perceptivas (visão das cores, duas ou três dimensões de espaço, etc). O caráter restrito dessa segunda categoria levanta imediatamente um grande problema biológico pelo contraste com a riqueza dos instintos dos animais. Em terceiro lugar, há a categoria, pelo menos tão extensa quanto a primeira, dos conhecimentos lógico-matemáticos, que se tornam rapidamente independentes da experiência e que, se no início procedem dela, não parecem tirados dos objetos como tais, mas das coordenações gerais das ações exercidas pelo sujeito sobre os objetos" (Piaget, 1996, p. 306).
Quanto a aquisição de conhecimento, é necessário esclarecer que os seres humanos não aprendem da mesma maneira. Tanto fatores fisiológicos como sociais direcionam o estilo de aprendizagem individual.
A partir da conceituação desta característica e das formas existentes de conhecimento pode-se perceber sua importância no comportamento das pessoas. Todos os atos são determinados entre outros fatores, pelo conhecimento e este, pela sua própria definição é adquirido.
É um déficit ou a manifestação de um desequilíbrio interno do indivíduo, podendo ser satisfeita, frustrada (permanece no organismo) ou compensada (transferida para outro objeto). Surge quando se rompe o estado de equilíbrio do organismo, causando um estado de tensão, insatisfação, desconforto e desequilíbrio.
Abrahan Maslow (1987) classifica as necessidades em primárias (fisiológicas e de segurança) e secundárias (sociais, de estima e auto-realização), sendo que, num determinado instante, estas se apresentarão em posições relativamente diferenciadas.
As necessidades fisiológicas são as necessidades humanas básicas para a própria subsistência, isto é, alimento, sono, higiene.
A necessidade de segurança é essencialmente a necessidade de estar livre de perigos, em outras palavras, constitui-se na auto-preservação.
A necessidade social consiste na necessidade de se pertencer a vários grupos e de ser aceito por estes.
A necessidade de estima envolve tanto a auto-estima como a necessidade de reconhecimento por parte dos outros. A satisfação dessa necessidade de estima produz sentimentos de confiança em si mesmo, de prestígio, de poder e de controle.
A auto-realização é a necessidade que as pessoas sentem de maximizar seu próprio potencial, seja ele qual for. É o desejo de tornar-se aquilo de que se é capaz.
Henry Murray (1973) foi outro autor que estudou profundamente a questão das necessidades. Este descreve as necessidades como questões que se situam dentro de contexto de comportamento, relacionando-se com estados internos e à presença de estímulos externos que impelem à ação.
Murray relata que algumas necessidades são subsidiárias de outras mais globais e super ordenadas: a satisfação da necessidade subsidiária não é um fim em si mesma, mas apenas um passo para a satisfação.
Diferentes necessidades podem ocorrer simultaneamente, na visão de Murray, sendo que neste caso é gerado um conflito. Uma das necessidades será ou poderá se tornar, num determinado momento, a mais forte, em cujo caso é chamada necessidade prepotente e exigirá satisfação antes das necessidades concorrentes.
Esta característica é responsável pela busca incessante do homem de se satisfazer. Todo o comportamento é influenciado pelas necessidades, uma vez que possibilita a satisfação das mesmas.
São entendidos como um conjunto de crenças, preferências, aversões, predisposições internas e julgamentos que caracterizam a visão de mundo de um indivíduo. Constituem-se num dos aspectos que mais contribuem para o desenvolvimento das características individuais (Empinotti, 1994).
Katz (1986), ao estudar a questão da capacitação de administradores, faz uma referência em relação aos valores. "Uma parte importante do processo é o auto-exame do aluno quanto aos seus próprios conceitos e valores, que pode capacitá-lo a desenvolver conceitos mais úteis a seu respeito e acerca dos outros. Com a mudança de atitude, espera-se que também ocorra um aprimoramento no trato com problemas humanos" (Katz, 1986, p.82).
Direcionando estas quatro características para o estudo dos empreendedores, apresenta-se a seguir, na tabela 2.1 o resultado de algumas pesquisas realizadas por diferentes autores. Estes estudos demonstram que os empreendedores possuem necessidades, habilidades, valores e conhecimentos comuns independentemente da situação geográfica, política, social e econômica.
| CARACTERÍSTICA |
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| Necessidades |
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Birley & Westhead
(1992) |
| Conhecimento |
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Lezana (1995) |
| Habilidades |
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Ray (1993) |
| Valores |
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Empinotti (1994) |
Num estudo desenvolvido por Longen (1997), as características dos empreendedores foram utilizadas como referencial para a realização de uma pesquisa no Estado de Santa Catarina. O objetivo era verificar a influência das características dos empreendedores no êxito das empresas.
Foram entrevistados 600 empreendedores dos ramos moveleiro e têxtil, dos quais 300 não possuem mais a empresa e 300 ainda a possuem em funcionamento.
Longen constatou neste trabalho, que algumas das características "são importantes na hora de abrir uma empresa, porém não são suficientes para obter o êxito do empreendimento" (1997,p. 103).
As características dos empreendedores que se apresentaram mais significativas foram: independência/autonomia, poder/status, segurança, inovação, organização, identificação de novas oportunidades, flexibilidade, criatividade, controle racional dos impulsos, ambição, disposição ao risco e perseverança.
Entretanto, para efeito deste trabalho, utiliza-se as características descritas na tabela 2.1, por basearem-se em pesquisas desenvolvidas por autores e realidades diversos.
As necessidades dos empreendedores são descritas a partir dos estudos desenvolvidos por Birley e Westhead (1992). Segundo estes autores, as necessidades mais comuns entre os empreendedores são as descritas na tabela 2.1, e serão conceituadas a seguir.
Ao invés de trabalhar somente nos momentos que deseja e obter um retorno financeiro ideal, o empreendedor necessitará "suar a camisa". Além disso, provavelmente terá de abdicar de alguns gastos com outros aspectos de sua vida. Principalmente no início, toda empresa precisa de investimento pessoal e financeiro.
É importante ressaltar, que o empreendedor tem na empresa, um instrumento para satisfazer as suas necessidades. Se esta não cumprir o seu objetivo, ele buscará o fracasso. Ou seja, caso a satisfação das suas necessidades através do exercício empresarial sejam frustradas, não haverá motivo para que ele busque o sucesso.
Os conhecimentos dos empreendedores apresentados na tabela 2.1 foram descritos por Lezana (1995), em estudos desenvolvidos na área de empreendedorismo. A seguir, se apresenta as conceituações dos tipos de conhecimento, elaboradas a partir da concepção deste autor.
As habilidades dos empreendedores são as características mais citadas por estudiosos desta área. Entre eles, há o estudo de Ray (1993), que abrange praticamente todas as habilidades descritas por outros autores. Apresenta-se abaixo, uma descrição das mesmas.
Para se entender estes estilos de resolução de problemas, deve-se abordá-los a partir de aspectos que sejam facilmente percebidos. Portanto, se toma como referência os itens citados na tabela 2.2 e que são conceituados a seguir:
A estratégia é a forma utilizada para perceber e enfrentar o problema. Trata-se do modo como as pessoas traçam o mecanismo para resolver o problema, utilizando o conhecimento e as habilidades.
Os resultados são os tipos de solução gerados a partir das estratégias adotadas.
As preferências dizem respeito ao tipo de situações que os indivíduos estão mais motivados a se envolver.
A adaptação se relaciona com a maneira que as pessoas se desenvolvem numa determinada situação, em relação às normas e procedimentos estabelecidos.
A imagem se refere à percepção
que um indivíduo classificado num estilo tem de outro de estilo
oposto.
| Características |
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| Estratégia | Tornam os problemas como dados e geram formas para desenvolver soluções melhores, buscando alta eficiência imediata. | Redefinem o problema relatando as restrições previamente definidas, inventando soluções que lhes pareçam melhores. |
| Resultados | Geram boas idéias que são suficientes para resolver o problema estabelecido, porém às vezes erram por usar inadequadamente os modelos existentes. | Produzem múltiplas idéias triviais e que parecem inadequadas para outros, porém freqüentemente contém enfoques para resolver problemas anteriormente não tratados. |
| Preferências | Preferem situações bem estruturadas e são melhores para incorporar novos elementos para a política existente. | Preferem situações não estruturadas para usar novos dados na restruturação das políticas e estão dispostos a enfrentar grandes riscos. |
| Adaptação | Melhoram o que está funcionando, porém, em tempos de mudança, tem dificuldade para fugir dos papéis estabelecidos. | Aumentam a flexibilidade em tempos de mudança, porém têm dificuldade para trabalhar com formas organizacionais rotineiras. |
| Imagem | Visto pelos inovadores como confiáveis, rotineiros, previsíveis, e restritos pelo sistema. | Considerados pelos adaptadores pouco confiáveis, pouco práticos, arriscados, criadores de discórdias e agressivos. |
Os empreendedores precisam saber mesclar a utilização destes dois estilos.
"O empreendedor tem que ser inovador quando se trata de definir novos produtos, novas tecnologias ou novas formas de organização. Entretanto, muitas vezes, tem que atuar como adaptador, sobretudo quando se trata de questões que não dependem unicamente dele, como por exemplo, o trato com fornecedores e clientes, o pagamento de impostos, etc" (Lezana, 1996, p. 49).
Apesar de ser necessário que o empreendedor atue tanto de forma inovadora quanto adaptadora, é mais indicado que seu perfil seja inovador. Pois é mais viável uma transformação de inovador para adaptador, que o contrário.
Entre os diversos autores que abordam a questão do empreendedorismo, não se encontra referência aos valores dos empreendedores. Neste estudo, se utiliza uma classificação feita por Empinotti (1994), que descreve esta característica de personalidade direcionada aos padrões sociais vigentes.