5. FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
5.1 DO ENSINO
5.1.1. CONSIDERAÇÕES
INICIAIS
Há uma célebre frase de Heráclito
que nos diz que Nada há de permanente exceto a mudança.
Tudo muda o tempo todo e o ser humano mais ainda. Muda a nível biológico, psicológico e social, muda individual e coletivamente. Assim, evidentemente que todas as suas produções sofrem também esta transformação. Cultura, política, economia, educação são algumas das produções do homem que vão se transformando com o passar dos tempos. Cada uma dessas produções interfere nas demais.
No processo do ensino brasileiro essas transformações
foram bastante claras nos últimos anos.
A educação sofreu influência
dos fatores políticos e dos fatores econômicos atrelados a
eles, desde o regime militar e a posterior abertura democrática.
Em 1980, por exemplo, ao examinar as idéias
que nortearam as reformas do ensino brasileiro depois do regime militar,
Marilena Chauí, afirmou:
Em 1965 cabia-lhe 10% do orçamento da União,
chegando em 1975 a apenas 4,3% e em 1983 a 6,1%. No final de 1983 foi aprovada
uma Emenda Constitucional de autoria do senador João Calmon, garantindo
13% do orçamento da União e 25% da receita orçamentária
dos Estados e Municípios para a educação. Entretanto,
em algumas situações houve uma certa manipulação
por parte do Governo Federal, considerando gastos com educação
aqueles consumidos com a educação militar, oferecida pelos
ministérios ligados às Forças Armadas e, com a verba
da Escola Superior de Guerra.
Outra modificação observada foi a elevação
do número de alunos em todos os níveis, desde a pré-escola
até a pós-graduação, mas o funil educacional
manteve-se como um sério problema e a má qualidade de ensino
agravou-se. A reforma que provocou aumento de vagas não foi acompanhada
de um incremento nas condições de ensino, fossem elas materiais,
de laboratório, salas de aula, materiais de consumo, ou nem mesmo
em relação ao corpo técnico, aumentando-se o número
de alunos por professor.
Chauí também descreveu uma situação
ocorrida na Europa que foi o aumento do tempo de escolarização
a fim de manter boa parte da mão-de-obra fora de mercado, a fim
de que se estabilizasse salários e empregos. Evidentemente que esta
situação também ocorreu no Brasil, que possui a mesma
base de sistema econômico.
De lá para cá, quase 20 anos se passaram
e as mudanças continuaram. Foram quase duas décadas de grandes
transformações inclusive tecnológicas.
Peter Drucker, consultor americano, (citado por Ana
M.V. Reis,1996, p. 81) escreveu recentemente que:
Coincidência ou não, nas comemoração
de 500 anos do descobrimento do Brasil o tema proposto é a Educação.
Entretanto, estamos falando de uma educação
modificada, transformada e não mais aquele modelo tradicional e
ultrapassado de um educador (dono absoluto do saber) e um aprendiz (que
nada sabe), onde a tarefa do primeiro é passar seu conteúdo
ao segundo de forma linear e assimétrica.
Ninguém coloca melhor a questão da
educação do que Paulo Freire (citado por Ana M.V. Reis (1996,
p. 49) que afirma:
Dentre as diferentes abordagens da Educação
destacamos as abordagens Comportamentalista, Social, Sócio-Cultural,
Cognitivista/ Construtivista, e Humanista.
5.1.2.
ABORDAGEM COMPORTAMENTALISTA
Centrada basicamente nas idéias de contigüidade
e condicionamento clássico, esta teoria teve seus primórdios
em Aristóteles (322-384 AC.) quando assinalou que as pessoas se
recordam das coisas em conjunto (Wooldfolk, op. Cit.,p.199), quando são
similares, quando são diferentes e quando são contíguas.
Este princípio da contigüidade estabelece que os estímulos
associados ocorrem freqüentemente juntos, de maneira simultânea
ou em sucessão.
Assim, a contigüidade desempenha uma função
em uma parte da aprendizagem na escola quando, por exemplo, solicitamos
a um estudante que pratique tabelas de multiplicação. Também
está presente no princípio do Condicionamento Clássico.
Este, enfocado na aprendizagem de respostas emocionais
involuntárias, teve como um de seus expoentes Pavlov através
de seus experimentos com cães. A base de seu trabalho está
na idéia de condicionamento.
O condicionamento clássico refere-se somente
a situações onde as ações reflexas respondem
aos estímulos condicionados, mas também aos estímulos
incondicionados que as produzem de forma normal. Esse termo é usado,
também, de maneira mais ampla para referir-se a qualquer aprendizagem
de substituição de estímulos ou aprendizagem de sinais,
onde a contigüidade e a repetição são usadas
para induzir os aprendizes a generalizar uma conexão estímulo-resposta,
já existente à algum estímulo novo.
Este tipo de condicionamento pode ser usado no ensino
do vocabulário, por exemplo, mostrando desenhos junto aos seus nomes
impressos.
Thorndike realizou estudos que implicam no uso do
princípio de reforço para ensinar métodos de solução
de problemas ou outras consultas que eram instrumentais para conseguir
objetivos. Ele (apud Freinet,1989,p.29) enunciou, sob o nome de "Lei do
Efeito", o seguinte principio: um ato que alcançou um resultado
satisfatório tende a repetir-se. Mas ninguém viu a importância
decisiva a que se chamou de permeabilidade à experiência.
Conclui-se precisamente, que o êxito produzia um "reforço".
Ainda dentro desta linha Skinner trouxe o condicionamento
operante. Este é obtido através do:
a. REFORÇO
Poder ser:
A autora nos chama a atenção para o
fato que:
Negativo :
Sempre que a supressão de um dado evento conseqüente a um operante
aumenta a probabilidade de um operante ocorrer em situação
semelhante, chamamos tanto o processo como a conseqüência (supressão
do evento) de reforço negativo. A conseqüência é
também conhecida como reforçador negativo. É utilizado
o adjetivo "negativo" pois um evento é suprimido. O substantivo
"reforço" é utilizado porque freqüência da resposta
que precedeu esta conseqüência foi aumentada. (Davidoff,1983,pg179)
b. MODELAGEM
c. EXTINÇÃO
É importante observar que:
O mesmo acontece nas discriminações,
a medida que as respostas são reforçadas em uma situação
e não em outra. Para ilustrar exemplificamos: Quando um jovem usa
certas expressões de gíria, seus amigos reagem com certa
admiração, enquanto seus pais ficam zangados, consequentemente,
este tenderá a usar gírias com seus companheiros mas não
com adultos.
e. PUNIÇÃO
Em contraste com a prática comum, muitos psicólogos
definem a punição como aquela que ocorre quando, e apenas
quando, um operante específico é acompanhado por uma conseqüência
que reduz sua freqüência em situações semelhantes.
A conseqüência enfraquecedora é também conhecida
como punição. Os psicólogos que aceitam essa definição,
consideram que bater, gritar, "dar broncas" e eventos semelhante como punições,
apenas naqueles casos em que tais atitudes enfraqueçam certos comportamentos
precedentes. (Embora a extinção se ajuste a nossa definição
de punição, não é geralmente classificada como
punição). Assim como fizemos entre reforço positivo
e negativo, pode-se fazer, também, o mesmo para a punição,
isto é punição positiva e negativa.
Por entender que os condutivistas oferecem uma explicação
parcial ao entendimento do aprendizado, é que alguns psicólogos
levantam as questões relativas a influência do social no aprendizado.
Dentre estes, destaca-se Bandura com sua teoria cognitiva social (que considera
o papel das atitudes, das expectativas e das crenças), Waloon com
seu estudo da evolução psicológica da criança
(da passagem do orgânico ao psíquico, que equivale a síntese
entre o individual e o social) e Freinet com os métodos naturais
( onde considera o "meio vivo" mais amplo que os meios escolares, e para
o qual a educação não é uma fórmula
de escola, mas sim uma obra de vida).
Quando o comportamento de um animal muda de modo
relativamente permanente como resultado da observação dos
atos de outros animais, os psicólogos rotulam este fenômeno
de aprendizagem por observação, aprendizagem social, modelagem
ou imitação. Tanto os organismos simples como os complexos
aprendem através de observação. Este é
processo que foi observado nos neonatos humanos e presume-se inato. Foi
o resultado das inúmeras pesquisas realizada por Alberto Bandura,
um cientista do comportamento da Universidade de Stantford. Ele acredita
que tudo o que pode ser aprendido diretamente pode ser aprendido indiretamente,
observando-se outros. A aprendizagem por observação abrevia
a aprendizagem.
E como se aprende por observação? Segundo
Davidoff (1983, pg. 201-204) através dos seguintes passos:
5.1.4.
ABORDAGEM SÓCIO-CULTURAL
Tendo em Paulo Freire como principal expoente, esta
abordagem traz consigo a educação como prática de
liberdade, cujo método é apresentado em seu Livro com este
próprio nome. A rigor não se poderia falar de método
para Freire, pois trata-se de uma teoria do conhecimento e de uma filosofia
da educação mais do que de um método de ensino.
Segundo Ramos (1995, pg. 89), toda teoria pedagógica
é, no entender de Freire, subjacente a um conceito de homem e de
mundo. Não há, portanto, uma educação neutra.
Paulo Freire comprovou que os métodos novos,
em que os alunos e professores aprendem juntos, são mais eficientes
(Gadotti, 1989, pg. 34).
A teoria pedagógica de Freire propõe
uma educação construída sobre idéias de um
diálogo entre educador e educando, onde existe sempre partes de
cada um no outro, que não poderia começar com o educador
trazendo pronto do seu mundo, do seu saber, o seu método de ensino
e o material para as aulas, considerando, exclusivamente, seus valores.
Dentro a desta concepção é que um dos pressupostos
do método se fundamenta na idéia de que ninguém educa
ninguém e ninguém se educa sozinho.
Para Freire e Shor (1987, pg. 123):
O termo "construtivismo" é freqüentemente
associado à teoria educacional Piagetiana, cujo tema central é
a construção de conhecimento na mente do indivíduo.
A aprendizagem é equacionada com a aquisição de conhecimento
externo e subordinada ao desenvolvimento, que pode resultar somente da
construção ativa.
A visão de Piaget focaliza-se na interação
com a realidade física, onde a internalização acontece
em termos de esquemas que refletem regularidades em uma ação
física individual (Luckin, 1996, pg. 4). A educação
em tal ambiente faz com que a criança desenvolva seu conhecimento
via atividades auto-dirigidas, construídas por professores a partir
do que as crianças trazem para a situação do ensino,
que consiste em facilitar este processo através do fornecimento
de interações estimulantes ou conflitantes.
Os modelos construtivistas são modelos de
aprendizagem que:
Os construtivistas acreditam que as idéias
e os conhecimentos são construídos pelas pessoas e que não
existem fora da mente humana e, sendo assim, assumem que existem múltiplas
perspectivas, através das quais os indivíduos podem ver o
mundo.
Embora a psicologia da Gestalt trate mais da percepção
do que da aprendizagem, Wetheimer utilizou-a para formular linhas para
a instrução, dando origem ao nascente campo da Psicologia
Educativa.
Bruner, que tem muito em comum com Piaget, dá
ênfase na importância da exploração ativa na
solução de problemas como uma forma preferível e natural
de aprender. Entretanto, enquanto Piaget enfatiza a aprendizagem das crianças,
através da exploração do ambiente físico; Bruner
enfatiza a aprendizagem na escola, em particular as disciplinas acadêmicas,
que não somente armazena conhecimento importante perdurável,
mas também por que introduz as crianças à diferentes
formas de pensar, que constituem habilidades importantes para aprender
a aprender.
Para Bruner a aprendizagem mais significativa é
a desenvolvida por métodos de descoberta orientada, propiciando
aos estudantes oportunidades de manipulação de objetos em
forma ativa para transformá-lo pela ação direta, assim,
como por atividades que os animem a procurar, explorar, analisar ou processar,
de alguma outra maneira, a informação que recebem, em vez
de somente respondê-la.
O construtivismo descreve os modos de conhecimento,
o processo de constituição das estruturas e funções
cognitivas e os processos de aprendizagem correlatos.
Os construtivistas tal como Cunnigham(1993 apud Woolfolk,1996,p.483)
têm sido especialmente influenciados pelos trabalhos de Maturana
e Varela (1972), Thompson e Rosch (apud Woolfolk, 1996) segundo o qual
os organismos vivos, incluindo os humanos, não tomam informação
do exterior, mas reagem às perturbações do meio ambiente
através de adaptações das estruturas existentes dentro
dele. A interação com o meio não efetua adição
direta de ingredientes na estrutura física de um organismo e nem
símbolos na sua estrutura mental, mas causa trocas qualitativas
e quantitativas nestas estruturas já existentes. A habilidade para
detectar perturbações e a classe de troca estrutural que
elas
produzem está determinada pela filogenia (Maturana,
Varela.1992,p.69) das espécies e a história das adaptações
individuais ou ontogenia (ibid p. 67). A interpretação e
a representação (simbolização) do mundo dependem
das adaptações estruturais em função da interação
com as perturbações de um meio simbólico e real.
A aprendizagem construtivista ocorre por tentativas
dos aprendizes para conectarem-se, através da experiência,
com conhecimentos de três classes:
Uma implicação derivada da visão
construtivista para o projeto de ambientes inteligentes para aprendizagem,
é que a estrutura do processo de interação como as
relações entre situações desenvolvidas, no
curso da interação do aprendiz com o ambiente, antes que
a estrutura do domínio, será a fonte de informação
para orientar o comportamento adaptativo do sistema concernente à
seqüência de aprendizagem.
Além disso, porque os construtivistas são
mais preocupados com o processo de aprendizagem, que com seus produtos,
as ações do sistema devem ser, também, orientadas
para facilitar a ocorrência de certas estruturas no processo de interação
antes da aquisição de estruturas de domínios.
Esta abordagem está centrada na idéia
de que cada pessoa cria sua própria realidade e que o que cada um
percebe como real e importante é a realidade para esse indivíduo.
Assim, uma pessoa não pode conhecer a realidade de outra, totalmente.
Vygotsky (1988, pg. 21) aborda três questionamentos
fundamentais para o entendimento do comportamento humano e o desenvolvimento
da funções psicológicas superiores:
Na literatura produzida por Vigotsky sobre a natureza
da instrução, desenvolvimento e relações que
existem entre elas, a comunicação mediada semioticamente
é muito enfatizada.
Assim, na educação há uma ênfase na importância dos sentimentos, a livre comunicação e os valores de cada estudante. É uma filosofia mais que uma estratégia ou método.
As escolas abertas estão centradas nestas
bases, onde há uma busca pela criatividade, cooperação,
auto-estima e adaptação social.
Neste momento, é indispensável relembramos
que Heidegger nos colocou que entendemos, quando fazemos parte do
que nos é dito.
A Psicologia com uma imensa variedade de pesquisas sobre o assunto reafirma a importância da experiência. Em Fundamentos de Psicologia, de Werner Wolff, encontramos na página 141:
É a confirmação da nossa idéia
da necessidade de um feedback imediato a velocidade da informática,
de preferência.
Ainda que fora do cunho científico, porém
perfeitamente cabível quanto ao seu significado, gostaríamos
de citar um provérbio chinês que diz:
Eu vejo, eu me lembro.
Eu faço, eu entendo.
Entretanto, é importante observamos as diferenças
individuais.
Todos os seres humanos são diferentes, inclusive
no conhecimento, inteligência e aptidões específicas.
Estes diferem, também, na qualidade e rapidez de aprendizagem. Conforme
as crianças crescem são mais capazes de exercer controle
executivo e usar estratégias.
Assim, as crianças mais velhas usam automaticamente
técnicas mais eficientes que as crianças mais novas para
memorizar informações. (Flavey, Presley apud ibidem.).
Todavia, nem todas estão relacionadas com a idade ou o amadurecimento.
Algumas são conseqüências das diferenças biológicas,
ou variações nas experiências de aprendizado. Concentração
e atenção, por exemplo, interferem no aprendizado e variam
com o interesse ocasionado por este.
Deste modo, podemos afirmar, parafraseando Wilson
Castello de Almeida em seu livro Defesas do Ego (Ágora, 1996) que:
De uma maneira geral, pode-se classificar
o ensino em duas correntes teóricas, ou seja, a associacionista
e a construtivista. Na visão associacionista a programação
em computador nada mais é do que a administração de
tipos de exercícios tradicionalmente aplicados por um professor
diante de um quadro-negro, num livro-texto ou através de uma lista
de exercícios.
O que se observa na maioria das escolas
que adotam esta perspectiva, é a montagem de laboratórios
de informática, com o objetivo de uma instrução auxiliada
pelo computador.
As vantagens mais citadas desta teoria,
são o feedback imediato, a instrução individualizada
e a neutralidade.
Por outro lado, a teoria construtivista,
particularmente a de Piaget, é o pressuposto teórico do movimento
que gerou o software LOGO.
Para Piaget (apud
Casas, pag. 86-91), as estruturas específicas para o ato de conhecer
são construídas como resultado de um processo de equilibração
em que, num processo de adaptação progressiva, através
de suas ações, o organismo mantém uma troca com o
meio. Este processo de adaptação não significa, segundo
o autor, um ajustamento passivo ao meio, em função da sobrevivência
do sujeito, mas, sim, um processo pelo qual o indivíduo se transforma
em função do meio e transforma o próprio meio à
medida que o assimila por suas ações e operações.
Esse processo de adaptação e readaptação
é explicado por Piaget como um mecanismo duplo, de assimilação
e acomodação. Pela assimilação, os objetos
são incorporados aos esquemas de ação do sujeito.
Desse processo resultam alterações na própria organização
mental do indivíduo, que acaba modificando-se em decorrência
de um esforço para proceder as novas assimilações.
A essa modificação, Piaget denomina de acomodação
dos esquemas.
Na visão construtivista o educador é
um pesquisador em ensino, procurando alimentar esta teoria a partir das
questões advindas da prática escolar, em particular através
do uso do computador.
Todo o processo ensino-aprendizagem passa a caracterizar-se
como sendo um trabalho com alunos, sujeito a observação do
professor, numa atividade de resolução de problemas que têm
como ferramenta o computador.
Esta ferramenta permite com grande facilidade que
a resolução de problemas possa acontecer em forma de jogos,
inclusive os de simulação.
Janae Golçalves Martins e Sueli de Souza Moço
publicaram na Dimensão (Ano 21, no 30, 1998) que:
A "primeira geração" baseava-se na
teoria Comportamentalista, implementando abordagens tradicionais do planejamento
instrucional. As premissas subjacentes a esta "primeira geração"
da educação auxiliada por computador foram (Winn, 1993, pg.5):
para Landa (apud ibid), o conhecimento
e habilidades dos estudantes que estão além do mestre podem
ser padronizadas e reduzidos, através de técnicas analíticas
apropriadas para componentes atômicos". A aprendizagem do que se
quer, em agregação, produzirá o comportamento pretendido.
A "Terceira Geração" do ensino auxiliado
por computador surgiu da crença de que a natureza da interação
entre o estudante e a instrução é determinante na
aprendizagem, de igual ou maior importância que o conteúdo
ou maneira como a informação é apresentada. Essa orientação
é fortemente baseada na teoria cognitiva.
Ambientes nos quais os estudantes possam construir
conhecimento precisam ser criados. Proponentes de aprendizagem ambientada
recomendam a instrução (Brown, Collins e Duguid; Browm e
Duguid; Lave e Wenger apud ibid) e a prática (Schon apud ibid.)
como método para permitir aos estudantes a construção
de conhecimentos a partir de atividades autêntica. Kozma (apud ibid.)
insiste no ponto, segundo o qual a tecnologia pode criar ambientes de aprendizagem
que não poderiam ser criados com estratégias tradicionais,
e esta é a qualidade que o faz superior a outros métodos
pedagógicos. A emergente "Quarta geração" da educação
baseada em computador é, portanto, fundamentada mas teorias construtivistas
de aprendizagem.
Além disso, não podemos deixar de inserir
as considerações encontradas nos estudos de Daniel José
da Silva onde se lê: