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PRIMEIRO CAPITULO |
CONSIDERAÇÕES INICIAIS AO ESTUDO
PROPOSTO
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Quando a
reflexão sobre a ciência se organiza de maneira explícita,
nada mais faz, em suma, do que fazer passar para a expressão esse
processo interno de auto flnalização; é o que explica
que as formulações que ela propõe possam ter um
caráter normativo".
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Definida como a relação entre o volume de produção e o volume de recursos utilizados para obter esta produção, a produtividade é acima de tudo uma medida da eficiência do processo de produção. Assim definida, a produtividade aparece no centro do problema econômico, estimulando a pesquisa sobre a melhor utilização possível dos recursos escassos: seja para maximizar o resultado para um dado volume de recursos, seja para minimizar o volume de recursos de modo a alcançar um dado resultado.
Conforme explicitam diferentes abordagens e, de modo particular o trabalho de Combemale e Parienty (l993, p.5), desde Adam Smith a produtividade é considerada como a principal fonte do crescimento e do aumento do nível de vida; ela é igualmente um dos fatores determinantes nos processos de queda dos preços relativos, de rentabilidade das empresas e de competitividade das economias.
O significado das medidas de produtividade tem sido interpretado de diferentes formas, por diversos autores e pesquisadores. Uma confusão conceitual é freqüentemente encontrada, quando trata-se de estabelecer os parâmetros que definem os termos produtividade e rendimento. Segundo Guilhom (l990), o domínio de definição destes dois conceitos diz respeito à análise dos fenômenos que estão relacionados com a produção. Em ambos os casos, trata-se de uma relação produto-fator(es), com significados diferentes, conforme se trate de produtividade ou de rendimento.
A noção de rendimento está circunscrita ao ciclo físico da produção, no qual produtos intermediários, do trabalho e dos equipamentos entram em combinação, para elaborar um dado produto. Apresentando uma noção essencialmente técnica, o rendimento constitui um critério de desempenho que avalia um resultado. Segundo o autor, o conceito de rendimento aparece em diferentes trabalhos sob duas formas:
Fl - O RENDIMENTO TÉCNICO, no sentido estrito do termo, é medido em relação à uma norma ou padrão e se exprime por meio de uma comparação de quantidades homogêneas, avaliadas em unidades físicas. Nesse sentido, o rendimento de um equipamento, por exemplo, é a relação entre a produção efetiva e a produção ótima, em um dado período de tempo; o rendimento de um operador é dado pela relação entre as horas contratadas e as horas efetivas, necessárias para realizar um certo número de operações.
F2 - O RENDIMENTO TÉCNICO-ECONÔMICO, por sua vez, é calculado a partir dos resultados efetivos e dos tempos efetivos de funcionamento ou de trabalho. É uma noção que serve de base de comparação entre unidades produtivas, sem que se saiba a taxa de realização da norma, supondo-se uma freqüente e grande homogeneidade do produto obtido e do(s) fator(es) utilizado(s).
O conceito fundamental das medidas de produtividade - estabelecidas sob a forma de relações ou de diferenças - prescreve o princípio da relação de eficiência ou de economia dos recursos existentes entre os resultados da produção e os meios utilizados. Quando esses resultados e esses fatores se apresentam de forma heterogênea, adota-se o princípio da ponderação de valores, permitindo que os mesmos sejam medidos por uma mesma unidade de avaliação.
Existe uma multiplicidade de medidas e fórmulas que são apresentadas, a fim de avaliar a produtividade de um sistema produtivo. Uma revisão da literatura disponível sobre o assunto, requer o rastreamento bibliográfico de diversas áreas do conhecimento, como a economia, as ciências contábeis, a engenharia industrial, a administração e a psicologia (ver capítulo 2). No front desta multiplicidade de medidas, encontra-se a questão da natureza e das especificidades dos diversos sistemas produtivos, cuja evolução tem exercido um papel importante no aperfeiçoamento das medidas de avaliação da produtividade.
Desde as primeiras análises realizadas por Joan Woodward (l965) nos anos 50, as topologia de sistemas de produção têm sido objeto de diversos estudos, identificando e explicitando suas diferentes configurações técnicas, bem como as mudanças operacionais por elas incorporadas. Uma avaliação recente sobre as tendências de evolução desses sistemas é apresentada por Muikens (l993, pp. 630), cujos principais pontos de considerações podem ser colocados da seguinte maneira:
- No que diz respeito aos produtos de consumo, a produção se faz em séries cada vez mais curtas, impondo gradualmente a substituição regular dos antigos modos produtivos, pelos novos e avançados sistemas de operação e organização. Este processo de mudança implica numa tendência à modularização dos produtos, que por sua vez permite a reutilização de peças e componentes, sem que o aspecto "novidade" do produto seja afetado. Tal procedimento contribui, por exemplo, para que se limite a reconstrução necessária de uma parte da cadeia de fabricação. - A produção em sistema de massa de produtos não diferenciados está sendo igualmente cada vez mais substituída pela fabricação em grandes séries, onde o aumento da variabilidade dos produtos constitui um objetivo buscado. - O ajustamento entre a fabricação e a demanda, assim como a aumento da flexibilidade do sistema produtivo, apresentam-se mais do que nunca como imperativos de sobrevivência organizacional. Neste sentido, os novos paradigmas de produção requerem observação e respeito rigorosos ao princípio tridimensional "QCP" de exeqüibilidade técnica: Qualidade-Custos-Prazo. Em outras palavras, as organizações devem produzir bens e serviços com a qualidade necessária e no custo certo, observando as exigências dos clientes e os prazos desejados por eles.
Este processo de reconfiguração dos sistemas de produção estabelece, por sua vez, novas grandezas de desempenho e de valor, suscitando assim uma conceituação diferente das medidas de produtividade que lhes são atribuídas. Referindo-se à essa questão, Armitage e Atkinson (l990) consideram que, embora o termo produtividade seja interpretado de diversas maneiras, na prática ele geralmente se refere ao relacionamento entre resultados e insumos.
Segundo os autores, as organizações determinam as dimensões estratégicas dos bens ou serviços produzidos, a partir do conceito que cada uma delas têm sobre seus respectivos fatores-chaves de sucesso, de modo que o resultado do sistema produtivo passa a ser definido como um vetor de atributos, e não simplesmente como unidades de produção. Neste caso, ao definir qualidade, serviço, higiene e valor como suas grandes dimensões de desempenho, a Empresa McDonald's, por exemplo, estabelece que a avaliação da produtividade de seu sistema operacional deve utilizar essas respectivas medidas de grandeza.
Neste contexto de considerações, algumas observações sobre a evolução conceitual dos sistemas de avaliação da produtividade merecem especial atenção. A primeira questão que se impõe é a chamada "modernização dos sistemas produtivos", caracterizada pela implantação dos novos conceitos de produção como o just-in-time, a manufatura celular e flexível, a produção acompanhada por computador, bem como todos os métodos avançados de produção decorrentes desses novos conceitos.
As organizações produtivas passaram assim a assimilar novos métodos de fabricação, exigindo, por conseguinte, a restruturação de seus sistemas de valores. O conceito de produtividade assume, portanto, uma referência de desempenho, onde o resultado do sistema operacional é expresso em termos de um vetor de atributos, cujos . critérios de avaliação devem refletir os novos paradigmas de produção adotados pela organização.
A segunda questão que se coloca está estreitamente relacionada com a primeira, uma vez que decorre do próprio processo de restruturação dos mercados e dos sistemas produtivos. Trata-se do processo de intensificação da competitividade internacional, estimulado pela revolução tecnológica e pela introdução dos novos paradigmas de manufatura. Analisando o contexto global de criação de vantagens competitivas, Porter (l990) sugeriu que os postulados da teoria econômica clássica, segundo os quais os recursos naturais como terra, trabalho e capital, é quem determinam a competitividade, foram bruscamente ofuscados pelo poder da tecnologia.
A argumentação de Porter é que, nos últimos anos, a inovação é a única base de sustentação da competitividade, e que essa inovação pressupõe tanto a inclusão dos fatores tecnológicos, como aqueles de natureza organizacional. Nesse ambiente de sofisticados padrões tecnológicos e concorrência intensa, surge portanto a necessidade de reformulação do sistema de avaliação do desempenho operacional, de modo a incorporar os novos critérios de valor da produção.
A busca de uma nova configuração de variáveis ou de um novo sistema de avaliação para medir o resultado operacional, pressupõe conseqüentemente a formulação de indicadores que estejam relacionados com os novos critérios de desempenho e concorrência. Nesse sentido, a construção de medidas globais de desempenho sugere o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares, apoiadas nos três eixos emergentes da competitividade organizacional: produtividade, qualidade total e flexibilidade.
Finalmente, a redefinição do conceito de produtividade, vis-à-vis aos novos padrões e critérios do desempenho produtivo, suscita necessariamente uma reavaliação dos modelos existentes. As mutações tecnológicas do tecido industrial, associadas à dinâmica da malha mercadológica, impõem o ajustamento de seus sistemas de avaliação, de modo que estes possam refletir, o mais fielmente possível, os resultados reais de suas operações.
Este primeiro capítulo tem como objetivo a apresentação do presente trabalho, estando organizado em seis seções. Nesta primeira seção introduz-se as considerações pertinentes ao referencial temático da pesquisa, a fim de situar, do ponto de vista literário, as proposições bibliográficas que são formuladas nos capítulos seguintes.
A segunda, terceira e quarta
seções contêm a caracterização, a
formulação do problema e a justificativa da pesquisa, explicitando
dessa maneira os postulados teóricos sobre os quais está montado
o estudo em pauta. Na quinta seção são apresentados
os objetivos da pesquisa, tanto o de ordem geral, como aqueles de natureza
específica e, finalmente, a última seção esquematiza
a estrutura geral do trabalho.
1.2 -
CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
A segunda metade da década de 80 estabelece um período de importantes inovações para as empresas ocidentais, na medida em que os primeiros resultados da implantação dos chamados sistemas avançados de produção começam a ser conhecidos. Assustadas com os enormes ganhos de produtividade ostentados pelas empresas do leste asiático, principalmente as do Japão, as companhias ocidentais desenvolveram durante toda essa década, um grande esforço para a implantação de programas de qualidade total (TQM), de processos de produção e distribuição just-in-time (JIT), assim como os sistemas de manufatura flexível (SMF) e de produção integrada por computador (CIM), em todas às suas operações.
Segundo a avaliação apresentada por Kaplan (l990), as companhias ocidentais foram levadas a realizar mudanças fundamentais, tanto no design como em seus processos de produção, numa tentativa de ajustamento e sobrevivência no novo cenário de competição global. As argumentações articuladas para explicar esse novo contexto de competitividade, sugerem que os melhoramentos em produtividade e desempenho da economia japonesa, constituem uma referência importante e decisiva na nova ordem econômica.
Nas várias argumentações conhecidas na literatura, diferentes explicações têm sido dadas para o extraordinário sucesso da produtividade japonesa. Alguns estudiosos citados por Kotler (l986), como por exemplo Eugene Kaplan, Alexander K. Young, Chalmers Johnson, Hugh Patrick, entre outros, atribuem o milagre econômico às características culturais japonesas, ao comportamento de apoio das instituições governamentais ou, ainda, às ações dos empresários privados, aproveitando as oportunidades surgidas nos mercados livres de mercadorias e trabalho.
De acordo com o autor, as explicações mais aceitas nos últimos anos para definir a força da concorrência japonesa, ressaltam o papel do estilo, das práticas e das estratégias de administração japonesas, traduzidas em princípios elou características gerenciais, tais como o emprego para a vida inteira, o processo decisório de baixo para cima, o sistema de salários baseado no tempo de serviço, o zen e a arte da administração, os círculos de qualidade, os sindicatos de operários e a produção do mínimo necessário. O autor considera no entanto, que o êxito japonês tem que ser compreendido como resultado da ação conjunta de diversos fatores importantes, os quais compõem o Modelo do Sucesso Japonês e podem ser classificados em quatro ambientes, a saber:
A.1 - AMBIENTE SÓClO-CULTURAL, que inclui o sistema educacional e diversas características como: senso de fazer parte de um grupo e de uma comunidade; tendência à auto-negação e à responsabilidade diante do grupo; senso do nós versus eles; disposição para trabalhar duro e perseverar rumo a objetivos de longo prazo; crença de que a competência aumenta com a experiência acumulada; etc.
A.2 - AMBIENTE SÓClO-GOVERNAMENTAL, caracterizado e definido pelo intenso apoio de desenvolvimento, dado pelos organismos de governo, às instituições empresariais e às empresas em geral.
A-3 - AMBIENTE CONCORRENCIAL, favorecendo a formulação e teste de diferentes estratégias de produção e marketing, na tentativa de manter o poder de concorrência; e
A.4 - AMBIENTE ORGANIZACIONAL, que define e enfatiza o sistema administrativo do Japão, cujos principais elementos são: emprego para a vida inteira, treinamento e desenvolvimento dos empregados, gestão pelo consenso, e cooperação entre os empregados e a administração.
Analisando as causas dos ganhos de produtividade, Aoki (l991) estabelece duas configurações distintas de organização do trabalho, para explicar como as empresas japonesas conseguiram relativa superioridade sobre suas concorrentes ocidentais. Segundo o autor, as fontes de produtividade japonesa estão nos modelos qualificativos de suas organizações, onde os empregados progridem com a experiência acumulada e a partilha em comum das informações. A Figura 1.1 esquematiza a origem dos ganhos de produtividade, ilustrando dois modos diferentes utilizados pelas organizações.
A partir das constatações do extraordinário desempenho japonês, a literatura especializada tem suscitado uma importante discussão sobre as estratégias de gestão e de produção das empresas, apontando esses instrumentos como fatores significativos para o desempenho em produtividade. Uma grande parte desses instrumentos encontra-se definida pela filosofia JIT (just-tin-time, justo-a-tempo, apenas-no-tempo ou no-momento-certo) de produção, desenvolvida inicialmente no Japão e gradativamente espalhada por todo o Ocidente.
Na verdade, a filosofia JIT se constitui em uma estratégia de competição industrial, que é definida por Hay (l992) como o mecanismo encontrado pelos japoneses, para dar uma resposta rápida às flutuações do mercado, associando a isto um elevado padrão de qualidade e custos reduzidos dos produtos. Como estratégia de competição industrial, o JIT inclui diversos componentes de gestão, responsáveis por mudanças significativas na configuração e funcionamento dos sistemas de produção.
A busca de uma maior sincronização da manufatura, através da eliminação de todas as atividades que não agregam valor ao produto, constituem os procedimentos básicos utilizados pelas ferramentas JIT de produção, nas mais variadas configurações de sistemas produtivos. Com base nesses conceitos, empresas americanas, européias e de um modo geral as empresas ocidentais, passaram a incorporar novos componentes em seus sistemas operacionais, visando torná-los mais eficientes e competitivos.
Essa inserção traduz o movimento das empresas em busca de eficiência tecnológica na produção, objetivando alcançar qualidade e produtividade máximas nos sistemas que operam. Tentando explicar esses fenômenos, Moreira (l 988) argumenta que a produtividade, antes referida primordialmente à economia como um todo e aos grandes setores, atingiu também as empresas individuais. Assim sendo, o novo arranjo do mercado internacional, institucionalizado pela competitividade tecnológica e pela formação de blocos econômicos transnacionais, sugere também um reordenamento econômico ao nível das organizações.
Nesse sentido, o esforço de reordenamento das políticas estratégicas de produção, passa a considerar outros elementos conceituais, tais como gerenciamento participativo, motivação, eficiência organizacional num contínuum empresa-fomecedores, flexibilidade de decisão e produção, qualidade total e produtividade, entre outros. Assim caracterizado, o novo cenário estratégico das organizações coloca em evidência a otimização dos processos de manufatura, através dos mecanismos de busca, implantação e gerenciamento da qualidade total, associados a elevados padrões de produtividade e flexibilidade dos recursos produtivos, decorrentes dos modernos sistemas operacionais.
Os conceitos emergentes dessa nova ordem estratégica - produtividade, qualidade total e flexibilidade -, constituem os principais elementos das chamadas "tecnologias avançadas de produção" (Advanced Manufactufíng Technológíes AMrs). Assim denominadas, as AMTs se apresentam quer sob a forma de hardware (robôs, máquinas de comando numérico e outros equipamentos de automação industrial), quer na forma de software (tecnologia de grupo, manufatura celular, JIT, MRP, CAD, CAM, EDI, etc.).
A implantação dessas tecnologias, no todo ou em parte, permite incorporar profundas alterações nos sistemas produtivos. Essas alterações, por sua vez, possibilitam a consecução de elevados ganhos de produtividade, maior valor agregado ao produto, bem como condições de flexibilidade em vários níveis da produção. Desse modo, os sistemas produtivos que têm incorporado essas tecnologias, passaram a ser definidos nominalmente na literatura como "sistemas avançados de produção",
A avaliação econômica da produtividade ou do desempenho operacional desses sistemas, constitui matéria de recentes esforços de pesquisas. Muitas considerações têm sido levantadas pelos autores, quase sempre no sentido de definir os elementos de referência na avaliação do desempenho de um sistema avançado de produção. No limite do rastreamento teórico deste trabalho, encontrase na literatura disponível três grandes dimensões de avaliação, atribuídas à esses sistemas-. as dimensões de produtividade, de qualidade total e de flexibilidade.
A argumentação construída por Son (l99l) para avaliar o desempenho dos sistemas avançados de produção, suscita importantes considerações sobre o papel da eficiência operacional desses sistemas em relação à organização como um todo. Segundo o autor, ainda que as medidas de produtividade sejam os melhores indicadores de eficiência de um sistema de produção, o melhoramento da eficiência produtiva no entanto, somente terá significado e se traduzirá em instrumento positivo, se os resultados (outputs) produzidos, forem vendidos. De outra maneira, o empilhamento dos estoques de produtos acabados, apenas produzirá custos para a organização, evidenciando uma prática de ambigüidade operacional, conhecida como "paradoxo da produtividade".
O trabalho de Richardson e Gordon (l 980), citado pelo autor, reforça suas considerações. De acordo com esses autores, o aumento da produtividade, em algumas circunstâncias, pode induzir uma empresa ao desastre, uma vez que esta variável é apenas um indicador simplificado do desempenho da produção. Com base nesta observação, Son (l 991) justifica que a componente 'qualidade', constitui portanto uma outra importante dimensão da medida de desempenho desses sistemas produtivos.
A literatura disponível sobre os sistemas avançados de produção indica que existe uma correlação forte e positiva, entre produtividade e qualidade. A abordagem de Mefford (l 991) por exemplo, considera que esta correlação decorre principalmente de três grandes fatores. O primeiro deles diz respeito aos programas de melhoramento direto na produtividade, através da redução de produtos com defeitos, bem como da redução dos desperdícios em seu processo produtivo.
O segundo fator está relacionado com os melhoramentos secundários na qualidade ou na produtividade, que muitas vezes decorrem dos esforços dirigidos para melhorar uma ou outra variável. Considerando que os níveis de qualidade e produtividade, são inextricáveis e simultaneamente determinados pela eficácia do processo de produção completo, pode-se dizer que o melhoramento, quer na qualidade, quer na produtividade, conduz inevitavelmente a um correspondente melhoramento na variável seguinte.
Finalmente, o terceiro fator está relacionado com a motivação dos empregados no ambiente da empresa, o que constitui um componente essencial para um alto nível de qualidade e produtividade da produção. Na verdade, a idéia básica de todos esses elementos é desenvolver a potencialidade sinérgica entre produtividade e qualidade, garantindo assim a aprendizagem de um alto conteúdo tecnológico em torno do sistema de produção que a empresa opera.
Os dados pesquisados e comentados por Kaplan (l983) mostram que, apesar da significativa melhoria de produtividade e qualidade, muitas empresas têm registrado queda de lucratividade. O autor explica que isso ocorre, porque não basta que a empresa fabrique produtos baratos e de alta qualidade. Para que os produtos sejam vendidos, são necessários outros fatores, como atratividade por parte dos clientes em relação ao projeto do produto, íead-time curto de produção e uma taxa de demanda que exceda à taxa de produção.
Assim sendo, e considerando as freqüentes mudanças dos fatores internos e externos que afetam os sistemas produtivos, reconhece-se que o conceito de flexibilidade ou adaptabilidade para essas mudanças, constitui uma outra importante medida de desempenho da produção. No contexto dos elementos que compõem as AM-rs, o conceito de flexibilidade pressupõe a capacidade de um determinado sistema operacional adaptar-se às mudanças, mantendo a atividade de fabricação a níveis econômicos.
A abordagem de Son (l991) considera igualmente, que a flexibilidade de produção é um conceito relativamente novo e mal-estruturado, e que sua definição e conteúdo não são totalmente claros, de modo que diversos autores propõem diferentes categorias de flexibilidade. Entre as categorias mais citadas, encontra-se por exemplo, a flexibilidade do produto, do processo, do controle, da máquina, ou ainda, a flexibilidade do volume.
Nesse sentido, as contribuições apresentadas por Richardson e Gordon (l980), Kapian (l983), Skinner (l986), Son (l987), Cooper e Kapian (l988), entre outros, permitiram a formulação das condições de base para o desenvolvimento de uma teoria acerca dos critérios de avaliação da manufatura avançada. Essas contribuições expõem a fragilidade e a insuficiência dos sistemas tradicionais de avaliação, indicando que estes não estão adequados para medir o desempenho da manufatura avançada.
Esta "inadequação" se apóia principalmente no fato de que estes modelos não permitem a avaliação de muitos critérios importantes dos novos modos de produção, como por exemplo os indicadores de falha e retrabalho, de espera e set-up, dos níveis de flexibilidade do sistema e de parametrização de diversos outros valores, tais como o balanceamento das linhas, a sincronização dos fluxos, etc.
Assumindo as características totalmente novas das AMT'S, os modernos sistemas produtivos impõem a necessidade de um novo sistema de acompanhamento de custos, de indicadores mais amplos de gestão da produção, bem como de medidas de desempenho global do processo de manufatura.
Existe uma
argumentação que é consensual na literatura vigente.
Trata-se da abordagem de que uma medida de desempenho da manufatura
avançada, deve constituir um vetor de atributos, onde os conceitos
de produtividade, qualidade total e flexibilidade sejam suas principais
variáveis.
O desempenho dos sistemas avançados de produção constitui uma área de recentes pesquisas científicas, de modo que pouco se sabe acerca de medidas efetivas de desempenho para esses sistemas. Observa-se frequentemente que, ao adotarem tecnologia avançadas de produção, as organizações nem sempre conhecem o impacto dessa implementação sobre o desempenho global da produção.
Uma dificuldade bastante evidente e que está estreitamente associada à essa questão, é o fato de que muitas empresas, ao decidirem-se pela modernização de seus sistemas produtivos, o fazem sem a necessária e devida implementação de um adequado sistema de acompanhamento de custos, de modo que lhes permita conhecer o real desempenho da nova situação. Sabe-se que os sistemas contábeis em uso, decorrentes da abordagem convencional da administração da produção, não estão adequadamente definidos para estabelecer determinadas categorias de custos que, por sua natureza e dimensão, são particularmente representativos em um sistema de manufatura avançada.
Essas categorias de custos incluem, por exemplo, os custos de flexibilidade (set-up, ociosidade ou sub-utilização dos equipamentos de manufatura, tempos de espera no fluxo de processo, etc.) e os custos de qualidade (retrabalho, insatisfação do cliente, reparação do defeito, entre outros), que normalmente não são levantados pelos sistemas convencionais de contabilidade e que, no entanto, apresentam pesos significativos na estrutura dos custos industriais.
Uma consideração importante de Son (l 992) chama a atenção para o fato de que, nem sempre, o processo de automação da fábrica ou a implantação de uma nova tecnologia, estão diretamente associados com um melhor desempenho de produtividade. O autor registra que as medidas de desempenho existentes são inadequadas, muito mais em função da inadaptabilidade dos sistemas tradicionais de custos, do que mesmo da existência de técnicas para a avaliação econômica dos sistemas avançados de produção. Dessa maneira, um novo sistema de custos precisa ser definido, com o objetivo de apoiar, principalmente, a análise da manufatura avançada.
Diversas contribuições foram formuladas, como por exemplo Kapian (l983); Seed (l984); Brimson (l988); Cooper e Kapian (l988); entre outros, no sentido de articular uma definição de sistemas de custos mais seguros e, principalmente, mais adequados aos sistemas avançados de produção. Esta adequabilidade se refere à capacidade do sistema de custos de definir e medir cada unidade de valor da manufatura, inclusive aquelas literalmente definidas como "elementos intangíveis" da estrutura de custos. A partir desses estudos, começa-se a pesquisar o desempenho global dos sistemas de manufatura, levando em consideração tanto as tecnologias avançadas do processo produtivo, como aquelas da gestão industrial.
O entendimento geral das contribuições disponíveis delimita um espaço interdisciplinar de pesquisa, particularmente preocupado com a definição dos critérios de grandeza e das variáveis de medida que devem ser utilizados, para a formulação de um sistema de avaliação do desempenho. Nesse sentido, o princípio fundamental deste campo de pesquisa consiste da identificação dos parâmetros de mensuração da manufatura avançada, assumindo a idéia de desempenho global como o vetor explicativo do resultado operacional.
Trata-se, na verdade, de estabelecer os parâmetros de medida de um sistema de produtividade, particularmente adequado ao sistema produtivo que incorpora os elementos das AMT'S. Considerando a diversidade de características de cada tipo de indústria, que impõe a adequação das medidas de desempenho às especificidades de seus sistemas de produção, assume-se que uma abordagem generalista desse problema pode comprometer bastante os resultados esperados.
Ao delimitar-se as fronteiras desta pesquisa, definiu-se como unidade de análise a indústria alimentar, notando-se que neste campo, o conhecimento produzido sobre os sistemas de desempenho da produção avançada, é ainda totalmente novo. Assim sendo, essa preocupação constituiu o limite de definição desta proposta de estudos, cujo problema a ser pesquisado pode ser definido como segue:
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QUAIS SÃO OS PARÁMETROS QUE DEVEM SER UTILIZADOS PARA MEDIR A PRODUTIVIDADE OU O DESEMPENHO GLOBAL DA MANUFATURA AVANÇADA NO AMBIENTE OPERACIONAL DA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS ? |
1.4 - JUSTIFICATIVA
DA PESQUISA
O desenvolvimento tecnológico dos últimos anos e o processo de globalização dos mercados, impuseram a modernização dos sistemas produtivos, em quase todas as economias do mundo. A nova ordem econômica estabelece paradigmas modernos de produção, orientados para a consecução de resultados mais performances, em um ambiente cada vez mais dinâmico e flexível.
Conforme explicitam Weill et ai. (l991), a introdução de tecnologias hardwares e softwares de manufatura, dirigidas para a otimização dos processos produtivos, desenvolve uma nova base de competitividade para as organizações. É nesse contexto que se explicam os novos conceitos de gestão, empregados na administração industrial e que, de certa forma, caracterizam uma demanda empresarial permanente e intensa. Esses conceitos podem ser apresentados resumidamente da seguinte forma:
C.1 Eliminação
total de todos os desperdícios no ambiente de produção;
C.2 Garantia de qualidade
total do produto e do processo;
C.3 Flexibilidade;
C.4 Ritmo uniforme de
produção;
C.5 Treinamento e
educação contínuos;
C.6 Redução
do tempo de preparação das máquinas e dos equipamentos;
C.7 Produção
em pequenos lotes;
C.8 Sobreposição
de operações;
C.9 Produção
de fluxo puxado.
O conjunto desses conceitos caracteriza o desempenho sinérgico atribuído às AMT'S, nas suas mais diversas configurações, favorecendo assim o estado de melhoramento contínuo da performance organizacional. É exatamente nesse aspecto, o do desempenho dos sistemas avançados de produção, que se situa a justificativa deste trabalho.
Na verdade, este é um campo do conhecimento relativamente novo, como o é o dos estudos sobre a aplicabilidade das tecnologias avançadas de produção. As primeiras pesquisas sobre o assunto, notadamente as das escolas americanas de Harvard e de Boston, versaram sobre a modelização e adequação de sistemas contábeis em ambientes de manufatura avançada, determinando importantes passos para outras pesquisas.
Os estudos de Richardson e Gordon (l980), Mohanty e Rastogi (l986) e, Son e Park (l987), representam os primeiros esforços de contribuição para a avaliação da produtividade, em ambientes que utilizam sistemas avançados de manufatura. Esses estudos estão orientados, principalmente, para a definição de variáveis globais de desempenho, com o objetivo de estabelecer mecanismos de avaliação econômica das tecnologias modernas.
Na sua abordagem sobre o assunto, Son (l991) considera que a pesquisa sobre o desenvolvimento de sistemas de avaliação econômica mais seguros e particularmente adaptados às novas configurações dos sistemas produtivos, está ainda em estágio embrionário. O autor sustenta que existe uma enorme dificuldade para se quantificar os benefícios econômicos decorrentes das AM-rs, uma vez que as estruturas convencionais de custos não permitem a mensuraçao de muitos valores importantes da manufatura avançada, como por exemplo os níveis de balanceamento das linhas e de sincronização dos fluxos, as unidades de flexibilidade do sistema operacional, entre outros.
As abordagens desenvolvidas por Kulatilaka (l984), Meredith (l986), Miltenburg e Krinsky (l987), Son (l987), Park e Son (l988) e, Moerman (l988), emprestam igualmente grande contribuição à avaliação do desempenho de técnicas avançadas de produção. A literatura disponível refere-se quase sempre a estudos realizados em setores de ponta da economia, como os da microeletrônica, automobilístico e metal-mecânico. Isso ocorre pelo fato de que estes setores foram os primeiros a implantar esses novos métodos, revelando inclusive uma enorme capacidade de absorção e adaptação.
O emprego de técnicas avançadas de produção na indústria alimentar, também constitui uma realidade cada vez mais presente. As características particularmente específicas dessa indústria, como a natureza dos fluxos, a perecibilidade e sazonalidade das matérias-primas, bem como a diversidade das configurações tecnológicas de produtos e processos, constituem ainda dificuldades à implantação das AM-rs. Apesar disso, setores estratégicos da indústria agroalimentar, como o de laticínios, panificação, sucro-alcooleiro, bebidas e carnes, onde o processamento industrial apresenta uma maior demanda tecnológica, têm incorporado intensivamente modernos métodos de produção.
A busca de competitividade nos mercados externos e o ajustamento às novas exigências do consumidor, constituem os principais fatores responsáveis pela modernização tecnológica dessa indústria, em todo o mundo. No entanto, a escassez de trabalhos científicos sobre o desempenho da manufatura avançada na indústria de alimentos, é ainda muito grande.
No Brasil, a pesquisa científica sobre a produtividade de sistemas avançados de produção está apenas começando. De um modo geral, a indústria nacional e, especificamente, os setores orientados à exportação, têm absorvido relativamente bem essas técnicas avançadas de produção, quer em função das exigências do mercado internacional, quer em função das políticas governamentais de estímulo à competitividade, à produtividade e à qualidade.
A literatura nacional é extremamente escassa, no que diz respeito à topologia e configuração tecnológica dos sistemas de produção da indústria agro-alimentar, bem como sobre o desempenho, em termos de produtividade, desses sistemas. Essa dificuldade é relativamente a mesma em relação à literatura estrangeira, de modo que se registra uma elevada carência de trabalhos nessa área.
Assim sendo, a argumentação desta pesquisa, em termos de sua justificativa, é a de fornecer uma fundamentação teórica para a formulação de um sistema de avaliação de desempenho para a manufatura avançada, assumindo as configurações dos sistemas produtivos da indústria de alimentos, como suas referências de análise. Portanto, o limite de sua justificativa passa exatamente pela definição de uma contribuição científica, numa área de reconhecida carência bibliográfica.
Desse modo, a importância
teórica deste trabalho está relacionada tanto com a atualidade
do tema, uma vez que trata-se de uma abordagem de particular interesse -
com pesquisas em andamento em muitos países desenvolvidos e em
desenvolvimento -, como com a natureza de seus objetivos, os quais atribuem
uma significativa contribuição à literatura pertinente.
Por outro lado, o estudo em pauta representa uma importante
contribuição prática às organizações
produtivas, sobretudo no que diz respeito aos procedimentos de
avaliação do desempenho da
manufatura.
O
objetivo geral desta pesquisa é
estabelecer um sistema de avaliação da produtividade, tendo
como unidade de referência os sistemas avançados de
produção, a fim de permitir uma gestão adequada da
manufatura avançada na indústria de alimentos.
Neste estudo, os objetivos
específicos constituíram parcelas importantes do objetivo geral,
cuja consecução é resultado do alcance satisfatório
de cada uma delas. Esses objetivos podem ser apresentados da seguinte
forma:
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OE.1 -
Definir uma tipologia dos sistemas
de produção vigentes nas principais empresas da indústria
agro-alimentar, com base nas características de suas
configurações organizacionais e tecnológicas.
OE.2 -
Identificar as medidas de desempenho
utilizadas pelas principais empresas da indústria de alimentos,
verificando a correlação existente entre esses indicadores
e as técnicas de manufatura utilizadas.
OE.3 -
Estabelecer uma rede de indicadores
parciais de desempenho, logicamente combinados com os paradigmas dos novos
métodos de produção, de modo a permitir a
elaboração e teste de um sistema de avaliação
do desempenho global, em um ambiente de manufatura avançada.
OE.4 -
Determinar os parâmetros de
mensuração do desempenho global de um sistema produtivo, de
modo que estes parâmetros sejam funções das AMT's
incorporadas pelo sistema. |
1.6 - ESTRUTURA
DO TRABALHO PROPOSTO
As características de organização deste trabalho estão estreitamente relacionadas com sua proposição temática, de modo que suas referências de discussão contêm um delineamento sistemático de investigação do problema proposto. Nesse sentido, a esquematização de cada capítulo observou fielmente o eixo de orientação geral do trabalho, visando garantir a integridade lógica do conjunto de suas peças teóricas. A fim de permitir uma melhor compreensão da estrutura e organização desse estudo, apresenta-se na Figura 1.2 uma representação do esquema lógico de desenvolvimento do trabalho.
Do ponto de vista da inserção teórico-metodológica, o trabalho analisou especificamente dois grandes eixos de discussão. O primeiro deles refere-se à configuração dos sistemas de produção, definindo a evolução conceitual dos métodos e técnicas operacionais empregados, a partir dos registros literários disponíveis.
Trata-se de uma reflexão sobre as tendências operacionais assumidas pelos sistemas produtivos, e tem como objetivo central a contextualização teórica, num piano mais geral, do problema investigado. De acordo com a cronologia de apresentação adotada, este eixo constitui o segundo capítulo do trabalho, logo após as considerações introdutórias ao estudo realizado.
O segundo eixo de discussão diz respeito aos sistemas de avaliação do desempenho produtivo, articulando uma leitura dos diversos modelos de mensuração da produtividade. Neste capítulo realizou-se um rastreamento bibliográfico sobre as técnicas de avaliação existentes, suas dimensões conceituais, bem como as tendências vigentes nos procedimentos de medida do desempenho global da manufatura. Completando o significado do eixo anterior, este terceiro capítulo permitiu a inserção teórica específica do problema de pesquisa, fornecendo os postulados necessários para o posicionamento metodoiógico do estudo em pauta.
No que diz respeito aos aspectos teórico-operacionais, o trabalho articulou duas diferentes unidades de discussão, sendo que cada uma delas encontra-se apresentada em capítulos separados. A primeira unidade insere uma leitura dos sistemas produtivos na indústria de alimentos, conceituando as diversas configurações de processos, bem como as medidas de desempenho utilizadas para avaliar a produtividade desses sistemas. Trata-se do quarto capítulo do trabalho, e tem como objetivo a definição da referência de análise da pesquisa.
A segunda unidade de discussão refere-se ao delineamento do modelo proposto para a avaliação do desempenho produtivo, resultante das leituras e discussões críticas desenvolvidas nos capítulos anteriores. Esta unidade constitui o quinto capítulo do trabalho, tendo por objetivo a apresentação das operações técnicas relacionadas com o modelo SAPROVIMA (sistema de avaliação da produtividade vetorial da manufatura avançada), assim como os procedimentos metodoiógicos que foram articulados, tendo em vista a aplicação e teste deste modelo.
O sexto capítulo contém os resultados da aplicação e teste do modelo proposto, em cinco unidades de fabricação que utilizam tecnologias avançadas de manufatura. São apresentados os resultados obtidos em cada unidade analisada, assim como a pertinência técnica de cada um dos procedimentos operacionais do modelo, com a discussão sobre sua exequibilidade. Finalmente, o último capítulo apresenta as conclusões e recomendações finais do trabalho, principalmente aquelas relacionadas com a aplicação do modelo.
O seqüenciamento dos capítulos atende à uma ordem lógica de desenvolvimento da discussão teórica, sendo que todos eles estão estruturados de acordo com uma mesma sistemática de organização.
Assim sistematizado, o trabalho
é formado por sete capítulos básicos, incluindo também
uma lista das referências bibliográficas utilizadas, assim como
um apêndice contendo os instrumentos de coleta de dados que foram
operacionalizados na fase de execução da pesquisa
prática.