UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

IGIA - INSTITUT DE GESTION INTERNATIONALE AGRO-ALIMENTAIRE

PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
___________________________________________________________________






TESE DE DOUTORADO
AUTOR: COSMO SEVERIANO Fo.




O ENFOQUE VETORIAL DA PRODUTIVIDADE EM UM SISTEMA
DE AVALIAÇÃO PARA A MANUFATURA AVANÇADA NA
INDÚSTRIA DE ALIMENTOS







ORIENTADORES: Prof. CRISTIANO J. DE ALMEIDA CUNHA, Dr.
Prof. JEAN LOUIS FLORIOT, Phd


CO-ORIENTADORES: Prof. EDGAR AUGUSTO LANZER, Phd
Prof. ISRAEL BRUNSTEIN, Dr.



COSMO SEVERIANO FO

TESE DE DOUTORADO


O ENFOQUE VETORIAL DA PRODUTIVIDADE EM UM SISTEMA
DE AVALIAÇÃO PARA A MANUFATURA AVANÇADA NA
INDÚSTRIA DE ALIMENTOS







TESE APRESENTADA AO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE DOUTOR EM ENGENHARIA.

1995


O ENFOQUE VETORIAL DA PRODUTIVIDADE EM UM SISTEMA DE AVALIAÇÃO
PARA A MANUFATURA AVANÇADA NA INDÚSTRIA DE ALIMENTOS

COSMO SEVERIANO FILHO


ESTA TESE FOI JULGADA ADEQUADA PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE "DOUTOR EM ENGENHARIN' - ESPECIALIDADE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, ESTANDO APROVADA EM SUA FORMA FINAL PELO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFSC.

_____________________________________________________________
Prof. OSMAR POSSAMAI, Dr.
Coordenador do curso

_____________________________________________________________

Prof. CRISTIANO J. C. de ALMEIDA CUNHA, Dr.
Orientador


_____________________________________________________________
Prof. EDGAR AUGUSTO LANZER, Phd
Examinador


_____________________________________________________________
Prof. ISRAEL BRUNSTEIN, Dr.
Examinador



_____________________________________________________________
Prof. DALVIO FERRARI TUBINO, Dr.
Examinador


_____________________________________________________________
Prof. FRANCISCO KLIEMANN NETO, Dr.
Examinador



AGRADECIMENTOS

Agradecimento


DEDICATÓRIA

Dedicatória



ÍNDICE

LISTA DE FIGURAS
LISTA DE ABREVIATURAS
RESUMO
ABSTRACT


PRIMEIRO CAPÍTULO: CONSIDERAÇÕES INICIAIS AO ESTUDO PROPOSTO

1.1 Introdução

1.2 Caracterização do problema

1.3 Formulação do Problema

1.4 Justificativa da pesquisa

1.5 Objetivos da pesquisa

1.5.1 Objetivo geral

1.5.2 Objetivos específicos

1.6 Estrutura do trabalho proposto



SEGUNDO CAPÍTULO: EVOLUÇÃO CONCEITUAL E TENDÉNCIAS OPERACIONAIS DOS SISTEMAS AVANÇADOS DE PRODUÇÃO

2.1 Introdução

2.2 Natureza e configuração dos sistemas de produção

2.2.1 A tipologia de Woodward

2.2.2 Tipologia sistêmica dos processos de produção

2.2.3 Tipologia baseada na relação produto-processo

2.2.4 Classificação de Buffa e Sarin

2.3 Considerações sobre os sistemas avançados de produção

2.4 O sistema de produçãojust-in-time

2.5 Sistema de manufatura celular e produção focalizada

2.6 Manufatura integrada por computador

2.7 Sistemas flexíveis de manufatura - FMS

2.8 Os sistemas de produção de controle kanban

2.9 Conclusões do capítulo


TERCEIRO CAPÍTULO: MEDIDAS DE PRODUTIVIDADE E DESEMPENHO GLOBAL DOS SISTEMAS AVANÇADOS DE PRODUÇÃO

3.1 Introdução

3.2 Problemática e definição da produtividade

3.2.1 O conceito de produtividade associado às práticas gerenciais das empresas

3.3 Evolução conceitual das medidas de produtividade

3.3.1 Modelos de avaliação da produtividade ao nível da empresa

3.3.2 A avaliação da produtividade como instrumento gerencial da empresa

3.4 As medidas de produtividade e os problemas de gestão da produção

3.5 As medidas de produtividade e os sistemas de produção de tecnologia avançada

3.5.1 O enfoque ABC como procedimento de análise da manufatura

3.5.2 Produtividade e tecnologias avançadas de produção

3.5.3 Os fundamentos do modelo de desempenho global

3.5.4 Aplicação do modelo de desempenho global

3.6 Conclusões do capítulo


QUARTO CAPÍTULO: SISTEMAS PRODUTIVOS, DESEMPENHO E TENDÊNCIAS
OPERACIONAIS NA INDÚSTRIA AGRO-ALIMENTAR

4.1 Introdução

4.2 Estrutura dos mercados, estratégias e desempenho tecnológico das companhias agro-alimentares

4.2.1 As estratégias de expansão na indústria de alimentos

4.2.2 A internacionalizarão na indústria de alimentos

4.2.3 Desempenho tecnológico das indústria de alimentação

4.3 Configuração organizacional e tecnoiógica dos sistemas de produção na indústria de alimentos

4.3.1 Tipologia dos sistemas produtivos de acordo com a função de processamento

4.3.2 Classificação baseada no tipo de organização industrial da produção

4.3.3 Tipologia dos processos produtivos segundo a natureza dos fluxos

4.3.4 A indústria de alimentos e os novos conceitos de produção

4.3.5 Tendências operacionais dos sistemas produtivos

4.4 Tipologia conceitual dos sistemas avançados de produção na indústria de alimentos

4.4.1 Classificação das IANs de acordo com o critério dos cicios de operação

4.4.2 Tipologia das IANs baseada no critério da gestão dos fluxos

4.4.3 O conceito de fábrica em duas velocidades: (o caso da fabricação de iogurte)

4.4.4 O conceito de produção flexível na indústria alimentar: (o caso da fabricação de gordura sólida)

4.4.5 Procedimentos de contratualização e coordenação multiatores: (o caso da indústria de conservas e legumes)

4.4.6 Sistema integrado com gestão da produção acompanhada por computador - GPAC

4.4.7 Sistema produtivo com gestão e coordenação na incerteza - GCI

4.5 Conclusões do capítulo


QUINTO CAPÍTULO: OPERAÇÕES METODOLõGiCAS DA PESCÈUISA REALIZADA

5.1 Introdução

5.2 Considerações críticas ao estado da arte

5.2.1 Das tendências operacionais da manufatura

5.2.2 Dos sistemas de avaliação da produtividade

5.3 Delineamento de um sistema de avaliação da produtividade para a manufatura avançada

5.3.1 Conceitos e fundamentos básicos do sistema de avaliação proposto

5.3.2 Estrutura técnica e procedimentos operacionais

5.3.3 Aplicação e teste do sistema proposto

5.4 Estrutura metodológica e procedimentos operacionais da pesquisa

5.4.1 Instrumentos de pesquisa e coleta de dados

5.4.2 Universo e população da pesquisa

5.4.3 Análise e interpretação dos dados

5.5 Conclusões do capítulo


SEXTO CAPÍTULO: APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA

6.1 Introdução

6.2 Apresentação das linhas de produção investigadas

6.2.1 Configuração tecnoiógica das linhas de produção

6.2.2 Classificação dos sistemas de produção de acordo com o tipo de tecnologia empregado

6.2.3 Caracterização dos sistemas de avaliação da produtividade - SAP's

6.3 Aplicação e teste do modelo SAPROVIMA

6.3.1 Definição dos critérios de valor nas linhas de fabricação analisadas

6.3.2 Determinação de padrões referenciais de desempenho para os critérios de valor da produção

6.3.3 Auditoria de avaliação dos critérios de valor da manufatura

6.3.4 Aplicação dos indicadores de base para a avaliação do desempenho da manufatura

6.4 Conclusões do capítulo



SÉTIMO CAPÍTULO: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES FINAIS


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXO A

Fichas de processamento - Categoria l

ANEXO B

Fichas de processamento - Categoria 2

APÊNDICE l

Questionário programado

APÊNDICE 2

Protocolo fixo


LISTA DE FIGURAS

Figura 1.1 Origem dos ganhos de produtividade

Figura 1.2 Lógica de desenvolvimento e esquematização do trabalho proposto

Figura 2.1 Sistema físico de produção

Figura 2.2 Relação entre produtos e sistemas de produção

Figura 2.3 Tipologias de sistemas de produção

Figura 2.4 Rede de operações de um processo de produção

Figura 2.5 Classificação sistêmica dos processos de produção

Figura 2.6 Matriz produto-processo de produção

Figura 2.7 Configuração da unidade produtiva em função dos produtos e das tecnologias de produção

Figura 2.8 Exemplo de duas categorias de sistemas combinados

Figura 2.9 Classificação das técnicas de gerenciamento JIT

Figura 2.10 Características da produção JIT

Figura 2.11 Efeitos sinérgicos da produção just-in-time

Figura 2.12 Configuração organizacional da célula de produção

Figura 2.13 Benefícios decorrentes da manufatura celular

Figura 2.14 Outros benefícios da manufatura celular

Figura 2.15 Elementos estruturais do sistema CIM

Figura 2.16 Condições para implementação do sistema CIM

Figura 2.17 Descrição dos FMS's nos volumes 28 e 29 de lntemational Journal of Production Research

Figura 2.18 Classificação e definição conceitual dos sistemas de manufatura flexível

Figura 2.19 Configurações de FMS's e suas interreiações

Figura 2.20 Mecanismo operacional do sistema kanban de duplo cartão

Figura 2.21 Benefícios atribuídos ao sistema de produção de controle kanban

Figura 3.1 Rateio de melhoramento da produtividade

Figura 3.2 Recursos utilizados na fabricação do produto "A"

Figura 3.3 Variações de produtividade entre dois períodos

Figura 3.4 Os seis pontos de interação na rede de produtividade física

Figura 3.5 Estrutura de interreiações com variações na produtividade

Figura 3.6 Sistema econômico de produção I

Figura 3.7 Sistema econômico de produção li

Figura 3.8 Decomposição do índice de produtividade total (pT)

Figura 3.9 Comparação entre a contabilidade dos recursos e a contabilidade das atividades

Figura 3.10 Relações entre os indutores de custos e os níveis de causalidade

Figura 3.11 Sistema de custos para análise da manufatura avançada

Figura 3.12 Tendências da pesquisa sobre economias de AMT's

Figura 3.13 Exemplo numérico-demonstrativo do cálculo do IMPM

Figura 4.1 Condições de base, estratégias das firmas e estrutura dos mercados agro-aiimentares

Figura 4.2 Os eixos do desenvolvimento das firmas agro-aiimentares

Figura 4.3 Indicadores sobre a localização da transformação alimentar no mundo

Figura 4.4 Fluxo de intercâmbio no âmbito o sistema agro-aiímentar

Figura 4.5 Prioridades competitivas sobre a matriz produto-processo

Figura 4.6 Exemplo de uma matriz produto-processo na indústria de restauração coletiva

Figura 4.7 Tipologia das IAA's de acordo com o critério dos cicios de operação

Figura 4.8 Tipo I: organização de fluxo puxado

Figura 4.9 Tipo li: organização de fluxo puxado-empurrado com regulação

Figura 4.10 Tipo lli: organização de fluxo empurrado

Figura 4.11 Tipo IV: organização de fluxo empurrado-puxado sem regulação

Figura 4.12 O princípio da sincronização JIT na indústria de alimentos

Figura 4.13 Produção flexível na indústria de gorduras

Figura 5.1 Avaliação do desempenho utilizando as medidas de SFP

Figura 5.2 Variações nas taxas de produtividade com dois métodos diferentes

Figura 5.3 Avaliação do desempenho utilizando as medidas de produtividade de valor agregado

Figura 5.4 Avaliação do desempenho utilizando as medidas de TFP

Figura 5.5 Significado operacional da produtividade vetorial

Figura 5.6 Modelo de referência SAPROVIMA l 01 O

Figura 5.7 Modelo de referência SAPROV/MA l 01 l

Figura 5.8 Modelo de referência SAPROVIMA 101 2

Figura 5.9 Modelo de referência SAPROVIMA 101 3

Figura 5. l0 Modelo de referência SAPROVIMA 1014

Figura 5.11 Modelo de referência SAPROVIMA 101 5

Figura 5.12 Representação gráfica dos modos de coleta e tipos de dados

Figura 5.13 Quadro de referência da população amostrai

Figura 6.1 Linhas de fabricação analisadas no estudo exploratório

Figura 6.2 Configuração de AMT's nas empresas estudadas

Figura 6.3 Características dos sistemas de produção I

Figura 6.4 Características dos sistemas de produção li

Figura 6.5 Características dos sistemas de produção 111

Figura 6.6 Novas classificações para a indústria de alimentos

Figura 6.7 Mapeamento das medidas de produtividade utilizadas pelas empresas estudadas

Figura 6.8 As medidas de produtividade estão consolidadas no SCG?

Figura 6.9 Com que objetivos a organização estabelece essas medidas de produtividade?

Figura 6.10 Que princípios são adotados no processo de definição das medidas de produtividade?

Figura 6.1 l Data de implantação dos SAP's

Figura 6.12 Descrição resumida dos SAP's

Figura 6.13 Dificuldades encontradas no processo de avaliação da produtividade

Figura 6.14 Linhas de fabricação analisadas no estudo descritivo

Figura 6.15 Critérios de valor da manufatura na empresa 12.lPM2O

Figura 6.16 Critérios de valor da manufatura na empresa Ol.lAMl O

Figura 6.17 Padrões referenciais de desempenho para as empresas estudadas

Figura 6.18 Auditoria de avaliação Mod.lOl2 - Empresa 12.iPM2O

Figura 6.19 Auditoria de avaliação Mod.lOl3 - Empresa 12.iPM2O

Figura 6.20 Auditoria de avaliação Mod.lOl4 - Empresa 12.iPM2O

Figura 6.21 Auditoria de avaliação Mod. l 01 2 - Empresa 01. IAML O

Figura 6.22 Auditoria de avaliação Mod.lOl3 - Empresa 01.[AMlO

Figura 6.23 Auditoria de avaliação Mod.lOl4 - Empresa Ol.iAMlO

Figura 6.24 Sistema de dados para análise da manufatura nas linhas de produção estudadas

Figura 6.25 Aplicação dos indicadores básicos - Folha de cálculos da empresa 12.lPM2O

Figura 6.26 Aplicação dos indicadores básicos - Folha de cálculos da empresa Ol.IAMl0




LISTA DE ABREVIATURAS

AGV Veículo Automatizado de Transporte
AMT Tecnologia Avançada de Manufatura
CAD Projeto Auxiliado por Computador
CAM Manufatura Auxiliada por Computador
CAPP Planejamento do Processo Auxiliado por Computador
CAQ Garantia da Qualidade Auxiliada por Computador
CCQ Círculos de Controle de Qualidade
CIPM Gestão da Produção Integrada por Computador
CIM Manufatura Integrada por Computador
CNC Comando Numérico Computadorizado
EDI Intercâmbio Eletrônico de Dados
FMC Célula de Flexível de Manufatura
FMS Sistema Flexível de Manufatura
IGIA lnstitut de Gestion lnternationale Agro-Aiimentaire
IDTF Índice de Desempenho Total em Flexibilidade
IDTP Índice de Desempenho Total em Produtividade
IDTQ Índice de Desempenho Total em Qualidade
IDVMA Índice de Desempenho Vetorial da Manufatura Avançada
IIF Índice de lndução de Flexibilidade
IIP Índice de lndução de Produtividade
IIQ Índice de Indução de Qualidade
IPVMA Índice de Produtividade Vetorial da Manufatura Avançada
JIT Just-in-time
mc Manufatura Celular
MCFMS Sistema de Manufatura Flexível Múlti-Célula
MMFMS Sistema de Manufatura Flexível Múlti-Máquina
MRP Planejamento das Necessidades de Material
MRP II Planejamento dos Recursos da Manufatura
NC Comando Numérico
OPT Tecnologia Otimizada de Produção
SAA Sistema Agro-Alimentar
SAP Sistema de Avaliação da Produtividade
SAPROVIMA Sistema de Avaliação da Produtividade Vetorial da Manufatura Avançada
SFM Máquina Flexível Simples
SFP Produtividade de Fator Simples
SPM Sistema para Processamento de Materiais
TFP Produtividade de Fator Total
TG Tecnologia de Grupo
TQC Controle Total da Qualidade
TQM Gestão da Qualidade Total