UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO TECNOLÓGICO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO








"A NATUREZA DO TRABALHO DO EXECUTIVO:

UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE AS ATIVIDADES RACIONALIZADORAS DO RESPONSÁVEL PELO PROCESSO PRODUTIVO EM EMPRESAS DE MÉDIO PORTE"



EDMUNDO ESCRIVÃO FILHO









FLORIANÓPOLIS, DEZEMBRO DE 1995








"A NATUREZA DO TRABALHO DO EXECUTIVO:

UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE AS ATIVIDADES RACIONALIZADORAS DO RESPONSÁVEL PELO PROCESSO PRODUTIVO EM EMPRESAS DE MÉDIO PORTE"

EDMUNDO ESCRIVÃO FILHO





ESTA TESE FOI JULGADA ADEQUADA PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE

DOUTOR EM ENGENHARIA

ESPECIALIDADE GERÊNCIA DE PRODUÇÃO E APROVADA EM SUA FORMA FINAL PELO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

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PROF. DR. RICARDO BARCIA - COORDENADOR DO CURSO





BANCA EXAMINADORA:

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PROF. DR. CRISTIANO J. C. A. CUNHA - PRESIDENTE

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PROF. DR. JOSÉ FRANCISCO SALM

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PROF. DR. AFONSO CARLOS CORREA FLEURY

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PROF. DR. JOSÉ BENEDITO SACOMANO

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PROF. DR. FRANCISCO GABRIEL HEIDDEMAN








DEDICATÓRIA E DECLARAÇÃO DE AMOR


PARA

SIL, TATI, GI e NETO

POIS, DE FORMA EGOÍSTA

EU LHES EXIGI SACRIFÍCIO,

EU LHES FURTEI O DIVERTIMENTO,

EU LHES NEGUEI A COMPANHIA.

E VOCÊS SÓ RESPONDERAM

COM APOIO

COM COMPREENSÃO,

COM AMOR.

EU, PROFESSOR, APRENDI A LIÇÃO DO AMOR;

E COMO BOM ALUNO QUERO DIZER QUE ADORO VOCÊS.



AGRADECIMENTOS

1) Aos professores Cristiano e Salm pela dedicação, atenção e amizade oferecidas no transcorrer da orientação deste trabalho. Meu sincero reconhecimento e muito obrigado;

2) A todos que viabilizaram meu trabalho de campo:

- Aos Srs. Renato Schneider, chefe do Setor de Recursos Humanos da FIESC (Florianópolis) e Antonio Espíndola, instrutor industrial do SENAI (Joinville) pelos contatos iniciais com as empresas;

- Aos executivos que permitiram minha estada nas empresas: Sr. Eliseo Cegalla, Sr. Paulo Santana e Sr. David Soncine da "Empresa 1" e da "Empresa 3"; Sr. Geraldo Schoene, e Sr. Hans Neubrand da "Empresa 2";

- Aos executivos das três empresas que permitiram ter suas atividades do dia-a-dia observadas, interrompidas e interrogadas pelo pesquisador. Meu muito obrigado. Não vou nomeá-los para evitar identificação;

- Aos funcionários em geral, do operário ao diretor, das três empresas pela demonstração de atenção, colaboração, confiança e, principalmente o que me sensibilizou bastante, amizade. Sou imensamente grato a todos vocês;

3) Aos colegas da Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo:

- Aos professores Antonio F. Rentes e Maria Laura Trivelin por assumirem minhas atividades acadêmicas;

- Ao professor João Vitor Moccellin pela amizade inabalável;

- Aos professores Mário Pinotti Junior, José B. Sacomano e João Lirani pelo interesse no andamento do trabalho;

- Aos amigos Wilson Kendy Tachibana e Celso Hiroshi Hayashi pelas palavras de entusiasmo, confiança e apoio;

- Aos funcionários do Centro de Tecnologia Educacional para Engenharia (CETEPE), Elza David Bragatto e Odemilson Fernando Sentanin, pela dedicação no trabalho de transcrição das fitas cassetes gravadas nas entrevistas;

- Aos funcionários Carlos Alberto Maragno, José Luiz Donizete Chiareto e Paulo Celestini que representaram-me com grande empenho junto à USP e à CAPES;

4) Aos amigos que tornaram agradável a estada em Florianópolis e Joinville: Miguel-Edna Fiod, Marcos Ottoni-Brígida Almeida, Paulo-Ana Zucco, Daltro-Vera Soldatelli, Fernando-Tânia Azevedo, Heitor-Valeska Guimarães, Maurílio José dos Santos, Clayton-Patrícia Gonçalves;

5) Aos professores, funcionários e colegas dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina. Em especial ao secretário do NEST (Núcleo de Estudos Estratégicos), Marcio Bittencourt, pela ajuda e amizade;

6) Ao apoio institucional da CAPES e da Universidade de São Paulo;

7) Aos outros dois mosqueteiros, Maurílio e Valeska, penso que os momentos compartilhados na angústia e na euforia, na incerteza e na confiança, no trabalho e no bate-papo, jamais serão "deletados" de nossas mentes e nossos corações;

8) A todos que em São Carlos ficaram na retaguarda das operações logísticas. Aos nossos amigos e aos nossos familiares, os meus sinceros agradecimentos;

9) Por último, um agradecimento muito especial ao Luiz Fernando Ferreira pela competência, extrema dedicação, enorme paciência e prova de amizade ao digitar, editar e imprimir centenas de páginas nas várias versões do trabalho desde seu surgimento como projeto de pesquisa.





S U M Á R I O


APRESENTAÇÃO

INTRODUÇÃO

1. PRINCIPAIS ABORDAGENS SOBRE O TRABALHO DO EXECUTIVO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  1.1. A ABORDAGEM DO PROCESSO
    1.1.1. O Período de Formulação (1916)
    1.1.2. O Período de Revigoramento (1950)
    1.1.3. O Período de Integração (1960)
  1.2. A ABORDAGEM DOS PAPÉIS
    1.2.1. A Pesquisa de Mintzberg (1968)
    1.2.2. A Pesquisa de Stewart (1978)
    1.2.3. A Pesquisa de Kotter (1981)
  1.3. O TRABALHO DO EXECUTIVO NA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
  1.4. A PESQUISA NO BRASIL
    1.4.1. Ênfase nos Aspectos Administrativos
    1.4.2. Ênfase nos Aspectos Sociais

SÍNTESE DO CAPÍTULO

2. CRÍTICA ÀS ABORDAGENS SOBRE O TRABALHO DO EXECUTIVO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  2.1. LIMITES DOS MODELOS SUBJACENTES ÀS ABORDAGENS
    2.1.1. A Abordagem do Processo e o Modelo da Execução
    2.1.2. A Abordagem dos Papéis e o Modelo da Decisão
    2.1.3. A Abordagem do Diagnóstico: Outra Contribuição
  2.2. INSUFICIÊNCIAS DO FUNDAMENTO FUNCIONALISTA
  2.3. POTENCIALIDADES DO FUNDAMENTO COMPREENSIVO

SÍNTESE DO CAPÍTULO

3. UMA PROPOSTA AO ESTUDO DO TRABALHO DO EXECUTIVO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  3.1. TEORIA DAS ORGANIZAÇÕES
  3.2. TEMAS ORGANIZACIONAIS RELEVANTES AO ESTUDO DO TRABALHO DO EXECUTIVO
  3.3. PREPARANDO O TRABALHO DE CAMPO
    3.3.1. Concepção de Pesquisa: Observação Participante
    3.3.2. Roteiro de Pesquisa
    3.3.3. Critérios Científicos na Observação Participante

SÍNTESE DO CAPÍTULO

4. DESCRIÇÃO DO TRABALHO DE CAMPO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  4.1. DESCRIÇÃO DA "EMPRESA 1"
    4.1.1. Histórico
    4.1.2. Organograma Superior
    4.1.3. Área Administrativa
    4.1.4. Área Industrial
    4.1.5. Fábrica
  4.2. DESCRIÇÃO DA "EMPRESA 2"
    4.2.1. Histórico
    4.2.2. Organograma Superior
    4.2.3. Área Administrativa
    4.2.4. Área Industrial
    4.2.5. Fábrica
  4.3. DESCRIÇÃO DA "EMPRESA 3"
    4.3.1. Histórico
    4.3.2. Organograma Superior
    4.3.3. Área Administrativa
    4.3.4. Área Industrial
    4.3.5. Fábrica

SÍNTESE DO CAPÍTULO

5. EXPLORANDO O TRABALHO DE CAMPO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  5.1. "EMPRESA 1": AQUI HÁ A FILOSOFIA DO SEMPRE FOI FEITO ASSIM
  5.2. "EMPRESA 2": PRIMEIRO QUERO TER O CONTROLE DA FÁBRICA
  5.3. "EMPRESA 3": AS REGRAS, AS NORMAS, OS MÉTODOS, TUDO É QUESTIONÁVEL

SÍNTESE DO CAPÍTULO

6. INTERPRETANDO O TRABALHO DE CAMPO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  6.1. "EMPRESA M": MODELO EMPRESARIAL EM JOINVILLE
  6.2. "EMPRESA 1": PREDOMÍNIO DA GESTÃO TRADICIONAL
  6.3. "EMPRESA 2": IMPLANTANDO A GESTÃO BUROCRÁTICA
  6.4. "EMPRESA 3": SUPERANDO A GESTÃO BUROCRÁTICA

SÍNTESE DO CAPÍTULO

7. A NATUREZA DO TRABALHO DO EXECUTIVO
PROPÓSITO DO CAPÍTULO
  7.1. O EXECUTIVO EM AÇÃO
  7.2. A AÇÃO DO EXECUTIVO
  7.3. QUESTÕES E RESULTADOS DA PESQUISA

SÍNTESE DO CAPÍTULO

8. CONCLUSÃO

BIBLIOGRAFIA

BIBLIOGRAFIA REFERENCIADA

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA


ANEXOS

I. MODELOS INTEGRATIVOS

II. DIÁRIO DE CAMPO

III. ENTREVISTAS GRAVADAS COM A DIRETORIA DO GRUPO CONTROLADOR DA "EMPRESA 1" E DA "EMPRESA 3"

IV. ENTREVISTA GRAVADA SOBRE A HISTÓRIA DA "EMPRESA 1"

V. ENTREVISTAS GRAVADAS COM A GERÊNCIA DA "EMPRESA 1"

VI. ENTREVISTAS GRAVADAS COM TÉCNICOS DAS ÁREAS DE ENGENHARIA E QUALIDADE, E COM SUPERVISORES DA PRODUÇÃO DA "EMPRESA 1"

VII. SÍNTESE DOS DEPOIMENTOS NÃO-GRAVADOS DE TÉCNICOS DAS ÁREAS DE ENGENHARIA E QUALIDADE, E COM SUPERVISORES DA PRODUÇÃO DA "EMPRESA 1"

VIII. ENTREVISTA GRAVADA SOBRE A HISTÓRIA DA "EMPRESA 3"

IX. ENTREVISTAS GRAVADAS COM A GERÊNCIA DA "EMPRESA 3"

X. SÍNTESE DOS DEPOIMENTOS NÃO-GRAVADOS DE TÉCNICOS DAS ÁREAS DE ENGENHARIA E QUALIDADE, E COM SUPERVISORES DA PRODUÇÃO DA "EMPRESA 3"

XI. ENTREVISTAS GRAVADAS COM A DIRETORIA "EMPRESA 2"

XII. ENTREVISTAS GRAVADAS SOBRE A HISTÓRIA DA "EMPRESA 2"

XIII. ENTREVISTAS GRAVADAS COM A GERÊNCIA DA "EMPRESA 2"

XIV. SÍNTESE DOS DEPOIMENTOS NÃO-GRAVADOS DE SUPERVISORES DAS ÁREAS DE ENGENHARIA, QUALIDADE, MATERIAIS E PRODUÇÃO DA "EMPRESA 2"

XV. COMPOSIÇÃO DOS SETORES PRODUTIVOS

XVI. PESQUISA REALIZADA PELA AAPEJ

XVII. DADOS SOBRE OS EXECUTIVOS E CHEFIAS

XVIII. DOCUMENTO: PROGRAMA DE GERENCIAMENTO POR RESULTADOS



FIGURAS

Figura 1 - Modelo do Comportamento Executivo
Figura 2 - Dúvidas do Executivo de PME Sobre o Uso do Tempo
Figura 3 - Modelos da Execução, da Decisão e Sistêmico
Figura 4 - Paradigmas na Análise Organizacional
Figura 5 - Concepção da Organização
Figura 6 - Uma Proposta ao Estudo do Trabalho do Executivo
Figura 7 - A Ação do Executivo

QUADROS

Quadro 1 - Comparação entre Modelos
Quadro 2 - Características da Dimensão Subjetivo-Objetivo
Quadro 3 - Características da Dimensão Regulação-Mudança Radical
Quadro 4 - Relação da Teoria das Organizações com a Teorias Sociológica
Quadro 5 - Evolução Histórica das Teorias Administrativas
Quadro 6 - Formas de Gestão