APLICAÇÃO E DEMONSTRAÇÃO DE USO DO
PROTÓTIPO
O objetivo deste capítulo é demonstrar a utilidade do
protótipo
desenvolvido e apresentado no capítulo V.
A solução de um problema de planejamento e controle operacional
de SFM decorre, usualmente, de um processo interativo, no qual o decisor
procura, por meio de experimentos, chegar a um resultado o qual satisfaça
suas expectativas, tanto ao nível produtivo, quanto ao nível
operacional. No primeiro, o objetivo é o cumprimento das metas de
produção, isto é, a manufatura dos lotes de peças
dentro de um tempo esperado. No segundo nível, o objetivo é
que o alcance das metas de produção seja obtido pôr
um sistema operacionalmente estável e balanceado.
A demonstração do uso do protótipo para os fins acima
apresentados, será feita descrevendo-se o processo interativo, conduzido
pelo decisor, realizado entre o Módulo de Simulação,
no qual os experimentos são executados e o Módulo de Análise,
onde os resultados são avaliados.
Para fins de uma melhor compreensão, todo o processo será
conduzido sobre um problema exemplo já apresentado no capítulo
IV. Durante o decorrer da aplicação, faz-se menção
aos fatos e regras utilizadas pelo segmento inteligente do protótipo
nas análises envolvidas no processo.
O capítulo está subdividido em três seções.
Na primeira aborda-se as decisões associadas ao procedimento interativo
entre o módulo de simulação e o módulo de
análise,
conduzido pelo usuário. Na segunda seção, apresenta-se
a utilização do protótipo sobre um problema exemplo,
mostrando-se de que maneira usuário e sistema interagem e a forma
deste último analisar os resultados via sistema especialista. Na
terceira e última seção comenta-se o desempenho do
protótipo.
6.1 O Procedimento Interativo
O procedimento interativo implica na tomada de decisões em três
diferentes estágios como mostra a figura 6.1.
O primeiro estágio, trata da adoção de uma
solução
que da início ao procedimento interativo. Esta solução,
levada a efeito pelo decisor, estabelece os valores minimos ou de partida,
para os diversos parametros e políticas operacionais.
A segunda etapa de decisão ocorre durante a alocação
dos recursos do sistema. Com a utilização do modelo desenvolvido,
esta decisão é tomada durante a simulação da
operação do sistema. Vimos, nos capítulos anteriores,
que o próprio modelo de simulação encarrega-se da
execução
da principal tarefa atribuída ao planejamento da produção,
isto é, a alocação dos recursos (máquinas) do
sistema, às peças a serem produzidas.
O terceiro estágio de decisão, corresponde ao controle operacional
e as modificações paramétricas que devem ser executadas
durante o processo de simulação/análise/simulação
.
As análises dos resultados das operações realizadas
pelo sistema, em cada ciclo simulado, são determinantes sobre as
modificações que devem ser realizadas sobre os parametros
operacionais do modelo/sistema.
Como vimos no capítulo IV, potencialmente, existe um grande número
de alternativas para a revisão dos parametros quando combinamos o
número de veículos transportadores, o número de pallets
e o tamanho dos buffers ou seus fatores de utilização. A magnitude
das mudanças, bem como a direção destas, requer uma
certa dose de julgamento por parte do decisor, ou deste em conjunto com
o sistema especialista embutido no MA.
Após a revisão/modificação dos parametros em
cada interação, o processo de simulacão é repetido.
Estes procedimentos de
simulação/análise/modificação/simulação,
repetem-se até que se alcance os resultados de produção
esperados, com um razoável balanceamento do sistema produtivo. A
estrutura do protótipo, com os vários procedimentos do processo
interativo esta ilustrada na fig. 5.9 do capítulo V.
6.2 Aplicação do Protótipo
e seus Resultados
No procedimento interativo que agora iniciamos utilizaremos o mesmo modelo
de SFM e o mesmo problema exemplo visto no item 4.3.2.2 (Problema Exemplo
Utilizado na Comparação de Resultados) do capítulo
IV.
6.2.1 Solução Inicial
No item 4.3.4 do mesmo capítulo IV (Busca das Melhores
Combinações
entre os Elementos Operacionais), realizamos uma série de experimentos,
fixando a MTP (Mínima Taxa de Produção) como política
para o despacho de peças e FIFO para a política de despacho
de veículos. Os demais parametros, tamanho dos buffers, número
de pallets e número de veículos foram então combinados
gerando uma série de experimentos que foram então analisados
sob o ponto de vista de diferentes medidas de desempenho, tais como o Tempo
do Ciclo de Produção, Tempo Médio de Fluxo ou de Passagem,
Taxa de Utilização de Máquinas, Veículos, etc..
Assim como no capítulo IV, a solução inicial adota
MTP e FIFO como políticas operacionais de despacho de peças
e veículos, respectivamente. Quanto ao número de veículos,
VAGs, embora, nos experimentos realizados, só tenhamos apresentado
resultados com 2, 3 e 4 VAGs, a título de ilustração
do comportamento do módulo de análise do protótipo,
vamos adotar como solução inicial 1 VAG. O tamanho inicial
dos buffers será de 2, um para saída e outro para entrada
de peças. A definição do número inicial de pallets
no sistema é baseada no número de máquinas. Como temos
quatro máquinas com buffers de tamanho 2, adotaremos 8 para
solução
inicial. Desta forma, a solução inicial adotada fica com a
seguinte configuração:
No anexo 3, são apresentadas as telas do protótipo,
através
das quais o usuário define todos os parametros e regras operacionais,
desde a solução inicial até as interações
subsequentes.
6.2.2 Simulação e Análise
dos Resultados da Solução Inicial
Uma vez definidos os parametros e políticas operacionais, o modelo
do SFM pode ser simulado. Após a execução da
simulação
uma mensagem informa ao usuário que o processo está terminado
e que os resultados podem ser atualizados, vistos e analisados.
Utilizando a estrutura do Módulo de Análise vista no capítulo
V, podemos verificar os resultados referentes as peças produzidas,
as máquinas, os equipamentos, etc.. Também no anexo 3 podem
ser observados os resultados das simulações, como eles se
apresentam ao usuário nas telas e janelas do protótipo. As
tabelas 6.2 a 6.5, apresentam os resultados da simulação do
sistema exemplo, para os parametros da solução inicial.
Verifica-se pelos resultados apresentados que as metas de produção
foram alcançadas com uma taxa de utilização máxima
dos centros de usinagem igual a 49%, o que é considerado muito baixo
para os padrões de SFM.
Por outro lado, observa-se que a utilização média dos
VAGs foi de praticamente 100% (99,8%). Esta alta taxa de uso, reflete a
escassez de transportadores a qual pode ser verificada também pela
alta média de peças na fila aguardando VAGs (4,85). A
combinação
destes resultados, mostra uma sub-utilização do sistema, em
função do "gargalo" provocado pelo sistema de transportes.
Nesta primeira interação, os resultados das principais medidas
de desempenho, isto é, o Tempo Médio do Ciclo de
Produção
(TMCP) e o Tempo Médio de Fluxo (TMFluxo) foram de 3782 min. e de
276 min., respectivamente.
É de se supor que um analista, observando os resultados e utilizando-se
de seu bom senso e experiência, realizaria um novo experimento com
um aumento no número de veículos na tentativa de solucionar
o problema do gargalo.
Uma vez observados os resultados, o analista pode, se desejar, solicitar
ao sistema uma análise e sugestões para a melhoria do desempenho
operacional do SFM, via MA. Os resultados destes procedimentos são
descritos e apresentados a seguir.
Para o exemplo que iniciamos, os resultados após a primeira rodada
de simulação mostram que além das máquinas,
com um diagnóstico de "Baixa Utilização",
o MA diagnosticou a utilização dos VAGs como "Alta Taxa
de Utilização" e os tempos médios de fluxo ou
de passagem das peças pelo sistema (TMFluxo) como "Alto".
Diante destes resultados, as análises feitas pelas regras de
otimização
do sistema (ROTMS) indicam a possibilidade de melhorias no desempenho do
sistema, uma vez que pode ser alterado o número de VAGs. Sua alta
taxa de utilização, deve-se, principalmente a seu número
reduzido.
Neste ponto, o MA sugere que se volte a simular com um incremento no número
de VAGs. A figura 6.2, mostra uma tela da interface do protótipo
com os resultados finais das análises feitas pelo MA.
6.2.3 Simulação e Análise
dos Resultados das Interações Subseqüentes
Nesta seção, apresentamos os resultados das demais
interações
entre o Módulo de Simulação e o analista, MA Módulo
de Análise.
Em cada uma delas, foram executadas modificações nos
parâmetros
operacionais antes do sistema ser novamente simulado. As modificações
efetuadas e, aqui apresentadas, foram todas sugeridas pelo MA. Para cada
interação executada, apresentamos uma tabela com seus principais
resultados. Após a tabela, comentamos os resultados. Seguem-se as
análises realizadas pelo MA, com uma figura ilustrativa da forma
pela qual o sistema se comunica com o usuário/analista.
Interação 2:
Para a execução da segunda rodada de simulação,
a única alteração efetuada no modelo foi sobre o
número
de VAGs, que passou de 1 para 2. Os demais parâmetros permaneceram
os mesmos. Os principais resultados desta simulação indicam
melhoras substanciais no desempenho do sistema e estão apresentados
na tabela 6.6.
Observamos na tabela as seguintes alterações sobre os resultados
da primeira interação:
· houve uma redução em cerca de 42% (1616 min) no tempo
médio do ciclo de produção;
· houve uma redução, sobre o tempo médio de fluxo
das peças pelo sistema, de 276 min. da solução inicial,
para cerca de 156 min, nesta simulação;
· a taxa de utilização dos centros de usinagem cresceu
de 49% para 79%.
· a taxa de utilização dos VAGs, embora tenha se reduzido,
ainda continua alta, com cerca de 97%.
Os resultados mostram que, embora tenham havido muitas melhorias no desempenho
geral do SFM, o problema anteriormente detectado continua, isto é,
a alta taxa de utilização do VAGs.
Após a visualização dos resultados, o MA executa as
analises. As mesmas regras são invocadas e o sistema propõe,
novamente, que se aumente o número de VAGs na busca de um melhor
desempenho, uma vez que o transporte interno à célula continua
sendo o gargalo.
Uma vez aceita a sugestão, a alteração é
automaticamente
efetuada e o modelo simulado novamente. A forma de apresentação
das análises pela MA é semelhante à apresentada na
análise da simulação da solução inicial
(ver figura 6.2), uma vez que o problema detectado foi semelhante e, como
conseqüência, as mesmas regras foram invocadas pela máquina
de ingerência para seu diagnóstico.
Interação 3:
Para a execução da terceira rodada de simulação,
a única alteração efetuada no modelo foi sobre o
número
de VAGs, que passou de 2 para 3. Os demais parâmetros permaneceram
os mesmos.
Os resultados indicam que a alteração efetuada se reflete
positivamente na operacionalidade do sistema. Novamente obtém-se
ganhos no tempo médio do ciclo de produção, sua principal
medida de desempenho. A tabela 6.7 mostra os resultados.
Observamos na tabela as seguintes alterações sobre os resultados
da segunda interação:
· O lote todo é terminado em 1956 min. A redução
neste tempo foi de aproximadamente 10% (210 min);
· As taxas de utilização das máquinas e VAGs foram
de 88% e 87%, respectivamente. Estas taxas encontram-se abaixo do limite
máximo estabelecido pelo analista (90%);
· O tempo de fluxo das peças também diminui,VAGS passando
de 156 min. para 141 mm.
Uma vez que o sistema alcançou uma taxa de utilização
aceitável para os VAGs, o MA passa a experimentar alterações
no número de pallets e no tamanho dos buffers. Ativado, o SE, baseando-se
em regras que refletem nossa experiência, adquirida, principalmente,
nas inúmeras simulações anteriormente efetuadas, indica
que a melhor relação entre pallets/buffers/VAGs, encontra-se
abaixo de seu limite.
O MA sugere então (ver figura 6.3), que se volte a simular com um
incremento no número de pallets.
Interação 4:
O modelo volta a ser simulado com um incremento no número de pallets
Com este incremento. os pallets passam de 8 para 10. Os demais parâmetros
permanecem os mesmos.
Podemos observar os seguintes resultados na tabela 6.8:
· Uma pequena melhora no tempo médio do ciclo de produção
(de menos de 5%).
· Um aumento de 15% no tempo de fluxo das peças. Este aumento
foi, possivelmente, causado pelo maior congestionamento no sistema. devido
ao aumento do número de pallets.
· Um aumento nas taxas de utilização das máquinas
e dos transportadores, possivelmente provocados pelo maior número
de peças no sistema. As taxas voltam a superar os seus limites
máximos.
Em resumo, não houve ganhos de performance no sistema. Com o crescimento
do Número de pallets, houve um provável desequilíbrio
no sistema. Os transportadores ficam muitas vezes carregados esperando lugar
nos buffers de entrada das máquinas, bloqueando temporariamente o
sistema de transportes.
O MA sugere (ver figura 6.4) que incrementemos o tamanho dos buffers. visando
uni maior equilíbrio entre pallets/buffers/VAGs.
Interação 5:
O modelo volta a ser simulado com os buffers passando de tamanho 2 para
3. Os demais parâmetros permanecem os mesmos da interação
anterior.
Os resultados da simulação são mostrados na tabela
6.9.
Mesmo com um maior número de peças no sistema, decorrentes
do maior número de pallets, não ocorrem mais os bloqueios
dos VAGs pela falta de espaço nos buffers de entrada dos centros
de usinagem. Como se esperava, o aumento no tamanho dos buffers permite
uma maior liberação dos VAGs, e um desafogo no fluxo de peças
no sistema. Os principais resultados decorrentes disso são:
· A taxa de utilização dos VAGs cai para 88%.
· O tempo de fluxo não se altera, mostrando sua independência
do número de buffers.
· O aumento no tamanho dos buffers provoca, no entanto, um pequeno
aumento na taxa de utilização das máquinas e urna melhora
quase insignificante no tempo de fabricação do lote.
Uma vez que este caminho mostra-se promissor, é possível crer
que uma melhor combinação entre o tamanho dos buffers e o
número de pallets, venha provocar uma redução na taxa
de utilização das máquinas e no tempo do ciclo
produtivo.
O MA sugere, como se pode ver na figura 6.5, que reproduz a tela do
protótipo
reportando o resultado das análises, que reduzamos o número
de pallets e aumentemos o tamanho dos buffers, simultaneamente.
Interação 6:
A sexta simulação é realizada com tamanho dos buffers
incrementados de 3 para 4 e o Número de pallets reduzidos de 10 para
8. conforme sugestão do MA. Os resultados da simulação
podem ser vistos na tabela 6.10,
Os principais indicadores, apontam para um melhor balanceamento do sistema.
Os resultados mais significantes são:
· As taxas de utilização das máquinas e VAGs caem
para 87% e 85% respectivamente, abaixo do máximo estabelecido. Estes
resultados são um pouco melhor do que os obtidos na 3ª
interação.
quando o sistema teve seu melhor desempenho.
· Os tempos de fluxo e de ciclo permanecem. também, no mesmo
patamar daquela interação.
Os ganhos obtidos sobre os resultados da simulação anterior
(quinta) são significativos principalmente, considerando-se os limites
estabelecidos para a utilização das maquinas e VAGs. No entanto,
comparando-se estes resultados com aqueles obtidos na terceira
simulação,
estes ganhos não são substanciais.
A principal diferença nos parâmetros do sistema entre esta
simulação e aquela, encontra-se no tamanho dos buffers, 2
e 4, respectivamente.
O desempenho do sistema mostrou-se muito dependente da relação
número de pallets. tamanho dos buffers e número de VAGs. Na
última simulação, com a redução no
Número
de pallets, de 10 para 8, a relação entre os parâmetros
relacionados aos buffers. pallets e VAGs. alcançam, novamente. um
ponto próximo ao ideal, como já ocorrera na terceira
simulação.
Um analista experimentado diria, provavelmente. que a solução
está próxima do melhor desempenho deste sistema para a
fabricação
do lote de peças especificado.
As regras contidas no MA refletem este sentimento. Entre outras cláusulas
embutidas nas regras. existe uma que estabelece qual deve ser o ganho
mínimo
sobre os resultados de simulações anteriores. que as
modificações
efetuadas sobre os parâmetros do sistema, devem provocar. Para o modelo
utilizado. este mínimo ficou estabelecido em 5%. Como os ganhos obtidos
não são substanciais, e as taxas de uso dos equipamentos
encontram-se
dentro dos limites estabelecidos. Uma mensagem de encerramento dos processos
de Simulação/Análise é emitida, sugerindo a
adoção para o sistema dos parâmetros da última
simulação. A figura 6.6 reproduz a janela com a mensagem emitida
pelo protótipo.
6.3 Comentários sobre os Resultados,
Procedimento Interativo e Uso do Protótipo
Com base nas experiências realizadas, algumas observações
podem ser apresentadas com respeito aos resultados, ao procedimento interativo
e ao uso do protótipo.
6.3.1 Comentários sobre os Resultados
1 Fica evidente, a partir dos resultados. a alta sensibilidade dos SFM às
modificações em seus parâmetros operacionais, principalmente
quando aqueles são expressos pelas taxas de utilização
das máquinas e VAGs e pelos tempos médios de fluxo e de ciclo
de produção.
Um exemplo muito claro disso ficou evidenciado pela dependência, destas
medidas de desempenho. da relação estabelecida entre o Número
de pallets. Tamanho dos buffers e número de VAGs. Fora de uma
relação
próxima à ideal. a qual depende de cada sistema, em particular,
as alterações em algum destes parâmetros podem provocar
diferenças significativas no desempenho do sistema.
2. A taxa de utilização dos veículos é
particularmente
alta, principalmente pelo fato de ocorrerem um grande número de viagens
sem carga, devido ao layout do sistema proposto, que admite somente o fluxo
unidirecional dos VAGs. Estudos do layout e de otiimização
das viagens dos VAGs podem ser realizados utilizando-se o protótipo.
Os índices máximos de utilização das máquinas
e VAGs, definidos pelo analista ao início dos procedimentos, é
um fator importante, na medida em que índices muito altos podem ser
operacionalmente suportados pelo sistema. Nos modelos tradicionais, em que
planejamento e operação são considerados em momentos
diferentes, estes fatores podem ser tomados como restrições
no modelo de planejamento, em uma tentativa de viabilizar a operação.
Em nosso modelo. em que a alocação das máquinas às
peças é feita dinamicamente, é preciso tomar-se o cuidado
nos índices de eficiência das máquinas e nos valores
de mínima e máxima utilização permitida para
as máquinas e transportadores.
Nos exemplos similares simulados por MAHESHWARI [1992] e GUPTA [1992], nos
quais o planejamento e a operação são considerados
em momentos diferentes, os índices máximos de
utilização
das máquinas ficam em torno de 80%.
4. A otimalidade global dos resultados não está garantida
pelo procedimento adotado. As soluções encontradas estão
baseadas em uma pesquisa por pontos no espaço das soluções.
Cada interação procura avaliar algum destes pontos. As
análises
posteriores, com base nos pontos já pesquisados, na experiência
adquirida e armazenada na base de conhecimentos do SE e no bom senso. procuram
direcionar a pesquisa para algum outro ponto dentro do espaço de
soluções.
5. O número de problemas testados não é suficiente
para concluir nada a respeito da taxa de convergência do procedimento.
Nos casos testados. a convergência ocorreu em até sete
interações,
dependendo das restrições impostas pelo usuário.
6.3.2 Comentários sobre o Procedimento
Interativo
1. O procedimento interativo requer, por parte do decisor, alguma sensibilidade
e conhecimento sobre o comportamento operacional do SFM, diante das
modificações,
por ele efetuadas, sobre os parâmetros operacionais
2. A definição dos parâmetros iniciais é o principal
ponto em que esta sensibilidade é mais requerida. A convergência
poderá ser mais ou menos rápida, dependendo dos parâmetros
iniciais e de suas futuras modificações.
3. A utilização das análises e sugestões feitas
pelo MA, poderá, ou não, servir de guia para o usuário
executar modificações nos parâmetros durante o procedimento
interativo.
4. As modificações nos parâmetros estão sujeitas
aos objetivos do usuário. Certos parâmetros produzem efeitos
contrários sobre algumas medidas de desempenho. Como foi visto no
capítulo IV, o número de pallets e tamanho dos buffers, por
exemplo, causam reações opostas sobre o tempo de ciclo e sobre
o tempo de fluxo.
6.3.3 Comentários sobre o Uso do
Protótipo
1. O protótipo foi construído com dois propósitos:
facilitar a experimentação sobre o modelo de simulação
de SFM e permitir o uso do MA como auxiliar nas análises e tomadas
de decisão.
2. A facilidade de conduzir uma experimentação é obtida
em função da interface gráfica. Esta, permite ao
usuário
conhecer os resultados da simulação sob diferentes aspectos
e de forma completamente diferenciada dos resultados padronizados, impostos
pela linguagem de simulação original.
3. Algumas funções embutidas no protótipo permitem
que, apos cada rodada de simulação, o usuário possa,
por meio de gráficos e tabelas, comparar resultados anteriormente
obtidos com os atuais. Pequenos diagnósticos locais são
também
automaticamente gerados e apresentados ao analista, junto com os resultados
da simulação, antes mesmo deste iniciar as análises
via o MA.
4. O uso do sistema especialista, embutido no módulo de análise,
não garante os melhores resultados, apenas informa ao usuário
uma direção promissora e faz sugestões em função
dos objetivos por ele traçados.
6.4 Sumário
Neste capítulo demonstramos o uso e aplicação do
protótipo
na condução de experimentos que envolvam a utilização
do modelo de simulação para planejamento e operação
de SFM.
Através de exemplos, demonstramos que sua interface gráfica
facilita a condução destes experimentos e a observação
dos seus resultados. Demonstramos também, que seu Módulo de
análise constitui-se de um bom auxiliar na condução
das análises que devem ser feitas sobre os resultados e nas
sugestões
sobre que alterações devem ser efetuadas nos parâmetros
operacionais do sistema objetivando melhorar seu desempenho operacional.
No capítulo que segue, apresentaremos as conclusões finais
sobre este trabalho de pesquisa, assim como sugestões e
recomendações
à futuras pesquisas.
