TESE DE DOUTORADO

SIMULAÇÃO COGNITIVA DA TOMADA DE DECISÃO

EM SITUAÇÕES COMPLEXAS: MODELAGEM DO RACIOCÍNIO

HUMANO POR MEIO DE CASOS

DOUTORANDO: Walter Hernández Vergara

ORIENTADOR: Prof. Neri dos Santos


UFSC

1995






1.TÍTULO



SIMULAÇÃO COGNITIVA DA TOMADA DE DECISÃO

EM SITUAÇÕES COMPLEXAS: MODELAGEM DO RAClOCÍNlO

HUMANO POR MEIO DE CASOS


DOUTORANDO: Walter Hernández Vergara

ORIENTADOR: Prof. Neri dos Santos

LINHA DE PESQUISA: Engenharia de Conhecimento


UFSC

1995


SIMULAÇÃO COGNITIVA DA TOMADA DE DECISÃO EM SITUAÇÕES COMPLEXAS: MODELAGEM DO RACIOCÍNIO HUMANO POR MEIO DE CASOS

Walter Roberto Hernández Vergara

Esta tese foi julgada adequada para a obtenção do título de Doutor em

Engenharia de Produção e aprovada em sua forma final pelo

Programa de Pós-Graduação.


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Osmar Possamai, Dr.

Coordenador do Curso


Banca Examinadora

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Prof Neri Dos Santos, Dr. Ing.

Orientador


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Prof Luis Fernando Jacintho Maia, Dr.

Moderador


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Prof Lea Fagundes, Dra.

Examinadora Externa


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Prof Egberto de Medeiros, Dr.

Examinador Externo


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Prof Fernando Alvaro Ostuni Gauthier, Dr.

Examinador




AGRADECIMENTOS


Muitas pessoas leram e ouviram, em apresentações em congressos e seminários, a presente tese enquanto estava sendo preparada e, seus comentários me possibilitaram fazer uma melhor avaliação.

Agradeço à empresa CELESC - Centrais Elétricas de Santa Catarina - e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ - pelo apoio recebido. Também, agradeço as pessoas que colaboraram de forma direta dando sugestões ou no aporte de conceitos e conhecimentos. Entre estas pessoas, gostaria de mencionar os despachantes Laudelino, Edson, Sérgio, Francisco; e aos eletricistas Idivaldo, Alesio, Aladio, Mauri e Jacob, todos extraordinários trabalhadores integrantes da equipe de COD/CELESC.

O clima intelectual do Curso de Doutorado em Eng. de Produção da U.F.S.C. foi muito favorável na realização deste trabalho e, aprendi muito por meio de discussões e trabalhos realizados em conjunto com meus colegas. A participação do professor Neri dos Santos na obra foi muito positiva em relação a suas críticas e orientações.

Gostaria de agradecer de forma muito especial ao Eng. Dilnei por seu apoio, participação, paciência e persistência durante toda a realização da presente obra e a todo o pessoal de COD por sua colaboração. Finalmente, agradeço a todas as pessoas que de alguma forma participaram na elaboração desta tese.


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

* Domínio da Tese

* Estrutura da Tese

OBJETIVOS E MOTIVAÇÕES DA TESE

PRIMEIRA PARTE - PESQUISAS E APLICAÇÕES EM SIMULAÇÃO COGNITIVA


Capítulo 1 Teorias e estudos em simulação cognitiva

1. Introdução


2. A abordagem baseada na simulação cognitiva


3. Os aportes da simulação cognitiva a concepção de sistemas


3.1 A Simulação Cognitiva: ferramenta de análise em situações complexas

3.2 A utilização do simulador cognitivo

3.2.1 Consulta-Ensino-Aprendizagem

3.2.2 Pesquisa

4. A modelagem da atividade cognitiva


4.1 Os modelos psicológicos da atividade cognitiva

4.2 O aporte da ergonomia no processo da modelagem cognitiva

4.3 A validação da simulação cognitiva


5. Conclusão

SEGUNDA PARTE - O QUADRO TEÓRlCO DO MODELO

Capítulo 2 O quadro teórico

1. Introdução


2. A atividade humana


2.1 A atividade cognitiva: definição e conceitos

2.2 Os processos cognitivos no controle de tarefas: a noção de procedimentos e de estratégias

2.3 A lembrança no processo de resolução de problemas

2.4 As estruturas cognitivas: o conceito de esquema

2.5 As situações de controle de sistemas

2.6 As situações de supervisão de sistemas

3. O ambiente humano

3.1 A cédula dinâmica do trabalho

3.2 A intervenção

3.3 Os tipos de tarefas

3.4 A coordenação e os conhecimentos

4. A simulação por meio de casos


4.1 Uma teoria integrada na resolução de problemas

4.2 O domínio da abordagem do raciocínio baseado em casos

4.3 Os fundamentos do raciocínio baseado em casos

4.4 As características básicas na utilização destes sistemas

4.4.1 A indexação

4.4.2 A organização da memória

4.4.3 Os algoritmos de recuperação

4.4.4 A escolha dos melhores casos

4.4.5 A adaptação de um caso

4.5 As técnicas de adaptação de um caso

4.5.1 Por adaptação nula (estrutural)

4.5.2 Por soluções parametrizadas

4.5.3 Por abstração e sobre especialização

4.5.4 Por re-instalação

5. O aprendizado do sistema, as explicações e as correções

5.1 Os consertos

6. Conclusões

TERCEIRA PARTE - ANÁLISE DA ATIVIDADE COGNITIVA DO OPERADOR QUE REALIZA O CONTROLE DA DISTRIBUIÇÃO E MANUTENÇÃO DA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA

Capítulo 3 A análise da atividade do operador

1. Introdução

2. O quadro metodológico

2.1 Introdução

2.2 O uso da verbalização como técnica para o estudo do funcionamento cognitivo

2.3 A metodologia

2.3.1 A modelagem da atividade cognitiva do operador

2.3.2 O ajustamento da maquete

2.3.3 A validação da maquete

2.4 A abordagem do problema

2.4.1 As características básicas no desenvolvimento do modelo

3. O controle da distribuição e manutenção da rede de energia elétrica

3.1 A organização do trabalho

3.2 A análise da tarefa do operador

3.2.1 O trabalho prescrito

3.2.2 O ambiente de trabalho

3.3 A análise da atividade cognitiva do operador

3.3.1 As ocorrências e as manobras no processo de tratamento da informação

3.3.2 A distribuição global dos comportamentos

3.3.3 A identificação das ocorrências pelo operador

3.3.4 A classificação das ocorrências no seu atendimento

3.3.5 As estruturas cognitivas do operador no processo de resolução de problemas

3.3.6 A utilização de estratégias no processo de resolução de problemas

3.3.7 As características do processo de resolução de problemas

3.3.8 As restrições impostas pelo telefone e o rádio de comunicação

3.4 A formalização da atividade cognitiva do operador num modelo cognitivo

3.4.1 As hipóteses psicológicas sobre os conhecimentos considerados

3.4.2 Os critérios psicológicos na representação do modelo

4. Análise a priori

4.1 A análise do sistema dinâmico

4.2 A análise do espaço de estados da tarefa do operador

4.3 A transferência de conhecimentos no ambiente de trabalho

4.4 Os possíveis conhecimentos do operador

5. Método experimental

5.1 Desenho e experimento

5.2 Operadores e instruções

6. Conclusões

QUARTA PARTE - MODELAGEM E SIMULAÇÃO DO PROCESSO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMA NO CONTROLE DA DISTRIBUIÇÃO E MANUTENÇÃO DA REDE DE ENERGIA ELÉTRICA

Capítulo 4 CASOL: Um modelo cognitivo de um operador utilizando o Raciocínio Baseado em Casos

1. Introdução


1.1 A configuração informática

1.2 Um sistema "fechado"

1.3 Um modelo modular

1.4 Sob uma visão da engenharia

1.4.1 Raciocínio associativo vs. Raciocínio baseado em modelos

1.4.2 O uso da experiência na resolução de problemas

1.5 O domínio de tomar decisões no controle da distribuição e manutenção de energia elétrica

1.5.1 Um exemplo simples

2. Diagnóstico e memória

2.1 Utilizando exemplos no processo de diagnóstico

2.2 Uma nova teoria no processo de diagnóstico

2.3 O aprendizado no processo de diagnóstico

3. O domínio do modelo e seus módulos

3.1 O porque do modelo baseado em casos ?

3.2 A união e a recuperação de casos

3.3 A escolha do melhor caso

3.4 A justificativa

3.5 A adaptação de uma solução

3.5.1 A explicação das estratégias de conserto

3.5.2 O diagnóstico e os consertos de planos de ação

3.5.3 O armazenamento e as características de avaliação

3.6 A passagem de informação entre os diferentes níveis cognitivos

4. A estrutura da memória

4.1 Os MOPs

4.2 O porquê de usar os MOPs ?

4.3 Os MOPs no entendimento e no diagnóstico

5. O planejamento da memória

5.1 A função da memória

5.2 A memória de CASOL

5.2.1 A implementação da memória de nós

5.2.2 A memória de casos

6. Conclusões

QUINTA PARTE - CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES PARA FUTUROS TRABALHOS

Capítulo 5 Conclusões e Recomendações

1. Análise dos resultados


1.1 Um exemplo detalhado

2. Discussão e comentários

2.1 Comentários sobre a teoria de casos

2.2 Discussão sobre a metodologia de trabalho

2.3 Discussão sobre o modelo proposto

2.4 Limitações

2.5 Perspectivas a curto prazo da pesquisa em simulação cognitiva

2.6 Futuros trabalhos a serem realizados

3. Conclusões

Bibliografia



Tabela 1 - Os porcentagens dos motivos das ocorrências no ano 1993

Anexo 1 - Os casos

Anexo 2 - O campo de conhecimento no sistema da rede de distribuição

Anexo 3 - O programa "CASOL"




Lista de Figuras

Figura 1 - A formalização das estruturas e dos processos cognitivos.

Figura 2 - Os fatores que contribuem para a complexidade e a dificuldade na resolução de problemas (Wood, 1988).

Figura 3 - O modelo de funcionamento do operador (Rasmussen, 1974).

Figura 4 - O processo de tratamento da informação elaborado em função dos níveis de comportamento (Rasmussen, 1984).

Figura 5 - O funcionamento de um sistema de raciocínio baseado em regras.

Figura 6 - O funcionamento de um sistema de raciocínio baseado em casos.

Figura 7 - Diagrama de fluxo de um sistema CBR (segundo Riesbeck & Schank, 1989).

Figura 8 - Abstração e sobre especialização em PERSUADER (segundo Riesbeck & Schank, 1989).

Figura 9 - Relacionamento entre as partes de um esquema induzido.

Figura 10 - Um processo de inferência indutiva abstrata.

Figura 11 - As etapas de uma modelagem cognitiva (segundo Decortis, 1988).

Figura 12 - As três fases da metodologia utilizada na pesquisa do modelo do operador (segundo de Medeiros, 1992)

Figura 13 - Relacionamento do despachante com as diferentes unidades no órgão de C.O.D.

Figura 14 - Esquema de uma ocorrência: primeira parte.

Figura 15 - Esquema de uma ocorrência: segunda parte.

Figura 16 - Distribuição do tempo de trabalho dos operadores na sala de controle (em média).

Figura 17 - Rede de distribuição - Informação generalizada.

Figura 18 - Esquema de uma experiência na solução de um problema.

Figura 19 - Representação de uma rede semântica.

Figura 20 - Um esquema relacional de proposições.

Figura 21 - Diagrama de fluxo da estratégia "pesquisando fatos iguais".

Figura 22 - Diagrama de fluxo da estratégia "testando hipóteses".

Figura 23 - Uma parte estrutural do espaço de estado da rede "falta de energia".

Figura 24 - Espaço de estados do consumidor "defeito na braquete".

Figura 25 - Imagens das zonas de trabalho e de acesso comum consideradas pelo despachante na distribuição das ocorrências.

Figura 26 - Configuração informática do modelo.

Figura 27 - Explicação causal para a ocorrência no centro de Florianópolis.

Figura 28 - Diferenças entre a ocorrência de Biguaçu e o Centro de Florianópolis.

Figura 29 - Explicação causal para a ocorrência de Biguaçu.

Figura 30 - Explicações iguais para dois casos com características diferentes.

Figura 31 - Explicação casual de um caso com falta de fase com pára-raios estourados ou queimados.

Figura 32 - As características de uma situação apontando um caso.

Figura 33 - Diferenças entre o caso apresentado e os casos recuperados na memória de CASOL.


RESUMO


ABSTRACT