1. Uma máquina autopoiética é organizada como um sistema de processos de produção de componentes concatenados de tal maneira que produzem componentes que (Maturana, Varela, 1972): i) regeneram os processos (relações) de produção que os produzem, através de suas contínuas interações e transformações, e;
ii) constituem a máquina como uma unidade no espaço físico.
2. Ontogenia: considera-se um processo integral de desenvolvimento em direção a um estado adulto, mediante o qual se alcançam certas formas estruturais que permitem ao organismo desempenhar certas funções, em concordância com o plano inato que o delimita em relação ao meio circundante. A ontogenia de um sistema vivo é a historia da conservação de sua identidade através de sua autopoiésis continuada no espaço físico.

3. Homeostáticas, isto é, tendem a um equilíbrio nas suas interações com o meio ambiente no qual estão inseridas.

4. Um sistema autônomo é operacionalmente fechado quando sua organização é caracterizada por processos (Maturana, Varela, 1992, p. 109):

a) dependentes recursivamente uns dos outros pela geração e realização desses mesmos processos;
b) constituintes do sistema como uma unidade reconhecível dentro do domínio onde o processo existe.
5. Sucessão de formas orgânicas que têm parentesco seqüencialmente por relações reprodutivas. E as mudanças experimentadas ao longo da filogenia constituem a mudança filogenética ou evolutiva (Maturana, Varela, 1992, p. 69).

6. A adaptação de uma unidade em um meio é uma conseqüência necessária do acoplamento estrutural dessa unidade nesse meio. Em outras palavras: a ontogenia é a história da mudança estrutural de uma unidade sem que esta perca sua organização (Maturana,Varela, 1992, p. 49).

7. A riqueza plástica do sistema nervoso não está no sentido de guardar as representações dos fatos do mundo, mas sim em que sua contínua transformação permanece congruente com as transformações do meio, como resultado de que cada interação o afeta. Do ponto de vista do observador, aprendizagem adequada. Mas o que ocorre é que os neurônios, o organismo que integram e o meio com que interagem, operam reciprocamente como seletores das suas correspondentes mudanças estruturais, e acoplam-se estruturalmente entre si: o operar do organismo, incluindo seu sistema nervoso, seleciona as trocas estruturais que lhe permite seguir operando ou se desintegra (Maturana,Varela, 1992, p. 111).

8. Dois organismos ao interatuarem recorrentemente geram como conseqüência um acoplamento social no qual se envolvem reciprocamente na realização das suas respectivas autopoiésis. As condutas que se dão nesses domínios de acoplamentos sociais podem ser comunicativas e também inatas ou adquiridas. Para os observadores, o estabelecimento ontogênico de um domínio de condutas comunicativas pode ser descrito como o estabelecimento de um domínio de condutas coordenadas associadas a termos semânticos. Isto é, como se o determinante da coordenação condutual assim produzida fosse o significado do que o observador puder ver nas condutas, e não no acoplamento estrutural dos participantes. É esta qualidade das condutas comunicativas ontogênicas de poder aparecer como semânticas para um observador que trata a cada elemento condutual como se fosse uma palavra, o que permite relacionar a estas condutas a linguagem humana. Mais ainda, é esta condição ressaltada ao designar esta classe de condutas como constituindo um domínio lingüístico entre os organismos participantes (Maturana, Varela, 1992, p. 138).

9. Conversação é a unidade mínima de interação social orientada para a execução com êxito de ações (Flores, 1996, p. 24).

10. Três definições simples de ontologia:

11. Para Maturana (1974): "... as diferenças culturais não representam diferentes modos de tratar a mesma realidade objetiva, porém legitimam diferentes domínios cognitivos. Homens culturalmente diferentes vivem em diferentes realidades cognitivas que se evidenciam recursivamente através da própria vivência... A questão do solipsismo surge unicamente como um pseudo problema, ou não surge em nenhum caso. A condição necessária para nossa possibilidade de falar a respeito deles é ter a disponibilidade de uma linguagem que seja um sistema consensual de interações em um domínio cognitivo dependente do sujeito, condição que constitui negação do solipsismo".

12. Searle com a obra Atos de fala (Speach Acts, 1969) inicia o estudo das formas e tipos de relações possíveis entre comunicantes. Um ato de fala (speech-act) é um ato de discurso completo, constituído por um elemento proposicional (ou "locutório") que é o próprio ato de dizer, por um elemento "ilocutório", que é o que se faz ao falar (asserção, promessa, ordem...), e por um elemento "perlocutorio", que é o que se produz pelo fato de falar (intimidar, amedrontar, estimular...). Nesta primeira obra, Searle propõe ainda uma classificação das regras que regem os atos de linguagem (regras de conteúdo proposicional, preliminares, de sinceridade e essenciais).

13. As cinco categorias do ponto de ilocução são (Flores,1996, p. 25):

14. Ver Ponto "2.1.7 Intencionalidade", deste trabalho.

15. Escreveu um livro muito influente, "Is There a Text in This Class?".

16. Cuja modelagem baseada em agentes, é abordada no ponto "6.2.2 Arquitetura SEM", deste trabalho.

17. Para Maturana "acoplamento ontogênico estrutural" (Maturana, 1978, p. 47).

18. Riqueza plástica do sistema nervoso (Maturana, Varela, 1992, p. 111).

19. Os faixas etáreas indicadas no quadro representam médias atribuídas a crianças Suíças. Esperam-se alguns desvios a estas normas, tanto em casos individuais, quanto em grupos culturalmente diferentes.

20. Estudantes reais ou virtuais, como proposto no ponto "5.2.3 Estratégias de Ensino" deste trabalho.

21. Denominada por Gagné (1980) como "informação verbal".

22. Denominada por Gagné (1980) como "aptidões intelectuais".

23. Denominada por Gagné (1980) como "estratégias cognitivas".

24. Os seis objetivos básicos da taxonomia do pensamento ou área cognitiva são (Bloom, Engelhart, Frost, Hill e Krathwohl apud Woolfolk, 1996, p. 447):

Os autores Krathwohl, Bloom e Masia (apud Woolfolk op. cit., p. 448), também definem os objetivos da taxonomia no domínio afetivo, a saber: Alguns autores como Harrow e Simpsom (apud Woolfolk op.cit., p. 449) definem taxonomias para o domínio psicomotriz. Estas taxonomias, em geral, partem das percepções básicas e ações reflexas para movimentos hábeis e criativos. O autor Gangelosi (apud Woolfolk op. cit.) oferece uma maneira útil de considerar os objetivos no domínio psico-motriz, seja como capacidades musculares voluntárias que requeiram resistência, força, flexibilidade, agilidade ou rapidez; ou como a capacidade de realizar uma habilidade específica.

25. Gagné e Briggs (apud Good, Brophy, 1997, p. 113) identificaram cinco tipos de aprendizagem:

26. O condicionamento operante realiza-se através dos mecanismos básicos (Good, Brophy 1997, p. 133): 27. Existem dois tipos de programas de reforço intermitente, a saber (Woolfolk, 1996, p. 205): Estes programas podem ser: fixos (predizíveis) ou variáveis (impredizíveis).

28. "Se as estruturas que possibilitam uma certa conduta entre membros de uma espécie se desenvolvem na condição de existir uma história particular de interações, diz-se que as estruturas são ontogênicas e que as condutas são aprendidas", (Maturana, Varela, 1992, p. 114).

29. As formas de aprendizagem social que requerem mediação cognitiva definidas por Good e Grophy (1997, p. 138), são apresentadas a seguir:

30. Bandura (apud Woolfolk, 1996, p. 221) assinala que existem quatro fatores que devem ser considerados na aprendizagem pela observação: prestar atenção, reter informação ou impressões, produzir condutas e estar motivado para repetir as condutas.

31. A aprendizagem pela observação tem cinco classes possíveis de resultados: ensino de novas condutas e atitudes, fomento de novas condutas já apreendidas, troca de inibições, direção da atenção e provocação de emoção (ibid.).

32. Segundo esta abordagem, os fatores que favorecem a aprendizado social, são:

33. Wallon (Giusta, 1985, p. 30) tenta explicá-la por meio de quatro elementos estritamente interligados: a emoção, a motricidade, a imitação e o "socius".

34. O resumo do processo de tentativa experimental proposto por Freinet (1989, p. 41), não exclusivo para a aquisição da linguagem, é o seguinte:

35. Freinet (1989a, p. 40) diz a respeito da escrita: aprender a descobrir, a reconhecer e a utilizar os sinais da linguagem escrita (codificação e decodificação) pode corresponder, entre os 5 e os 7 anos, à necessidade de decifrar o meio e se apropriar dos seus sinais (palavras, símbolos, grafos). Assim, esta aprendizagem apoia-se na curiosidade infantil, que por sua vez a cultiva, e no íntimo vital a estimula, com a condição, porém, de pôr em jogo e desenvolver toda a vida afetiva da criança. Ainda a esse respeito, é preciso se basear: 36. As idéias de Freinet (1945), a respeito do plano de ensino, são: 37. A primeira etapa pedagógica de construção da teoria de Freire foi denominada como "levantamento do universo vocabular", "descoberta do universo vocabular", "pesquisa do universo vocabular" e "investigação do universo temático". Esta etapa enfatiza a idéia de que há um universo vocabular referente à cultura do povo que habita um determinado lugar, e que este deve ser investigado, pesquisado, levantado, descoberto. Esta etapa não significa uma pesquisa realizada com grande rigor científico, pois não se pretende realizar nenhum teste de hipóteses. A finalidade é apenas obter informações quanto ao linguajar da comunidade que irá ser alfabetizada. Nesta fase da pesquisa do universo vocabular, esta deve ser conduzida de modo a reduzir, o máximo possível, a diferença entre pesquisador e pesquisado.

38. Para a escolha das palavras a serem usadas pelo método de alfabetização, Freire adotou o seguinte critério:

39. A partir do levantamento das palavras-chave, a pesquisa realizada obtém conhecimento de um mundo imediato, configurado pelo repertório dos símbolos através dos quais os educandos passam para as etapas seguintes do processo do aprendizado coletivo e solidário, fundamentado em uma leitura que busque a realidade social em que o educando está inserido e a da palavra escrita que a retraduz. Observa-se que o método evidencia regras de fazer, mas de maneira alguma ele deve buscar impor formas únicas, formas sobre como fazer. A concepção de Freire, dentro desta ótica, evidencia um ponto muito criticado por Vygotsky com relação à intervenção educacional, que se arrasta atrás dos processos psicológicos desenvolvidos, ao invés de focalizar as capacidades e funções emergentes.

40. Podendo ser constituído das seguintes etapas:

41. O conhecimento inerte é reconhecível quando recebe indícios através de perguntas ou reações de provas muito similares aos usados nos exercícios de prática, mas os estudantes não serão capazes de aceder a ele e aplicá-lo quando puder ser útil na vida cotidiana (Good, Brophy, 1997, p. 157).

42. O conhecimento gerativo, que se pode usar para interpretar situações novas, solucionar problemas, pensar, raciocinar, aprender de maneira geral (ibid.)

43. Significa "forma" ou "configuração" em Alemão.

44. Não se pode explicar este tipo de dados sem referência às atividades mentais do sujeito, que os behavioristas recusavam: Em toda situação o sujeito constrói uma representação global da mesma, e é sobre a base dessa representação que se pode construir e estabelecer os comportamentos. Os elementos da situação não se apresentam casualmente sobre as atividades de estruturação, que são a origem das representações mentais.

45. Os quatro tipos de sinais são (Good, Brophy, 1997, p. 159):

46. Não são avanços ou resumos convencionais, que expõem os pontos fundamentais do texto principal de forma breve. Em vez disso caracterizam a natureza geral do texto e proporcionam conceitos superordenados, dentro dos quais podem ser incluídos.

47. Ajudam a vincular o novo com o familiar.

48. A transferência pode ser (Good, Brophy, p. 160):

49. As atividades implicadas na solução de problemas práticos concretos (Wood apud Good, Brophy, 1997, p. 161).

50. Duas das idéias de Bruner que têm atraído a atenção ( Farnham-Diggory apud Good, Brophy, 1997, p. 162):

51. Observação cuidadosa, fazer comparações, analisar semelhanças e diferenças, etc..

52. Usar ferramentas próprias dos matemáticos para abordar problemas semelhantes aos deles, usar as ferramentas dos historiadores para abordar problemas como eles abordam e assim sucessivamente.

53. Ao explicar isto, Bruner falou de três possibilidades para as pessoas "conhecerem" algo (Good, Brophy, 1997, p. 162):

54. Os estudantes são devolvidos aos mesmos temas gerais de maneira periódica, mas são encorajados a abordá-los em níveis de conhecimento, representação e análise diferentes.

55. Em teoria, estas oportunidades, não somente incrementaram o conhecimento dos estudantes a respeito do tema em questão, mas estimulam sua curiosidade e os ajudam a desenvolver estratégias úteis, generalizadas para aprender a aprender e para descobrir conhecimento em outras situações.

56. Tais como as necessidades de (Woofolk, 1996, p. 333): "auto-realização", "autodeterminação" e a "tendência à atualização" inata.

57. Uma atitude de interesse a respeito dos estudantes (Woolfolk, 1996, p. 493).

58. Revisar a obra, Inviting School Success: A Self ...Concept Approach to Teaching and learning.

59. Nas escolas abertas os estudantes se agrupam não por idade ou grau , mas por projeto ou atividade. A instrução é individualizada com o estudante que trabalha em estações de trabalho, em projetos individuais, ou de grupo. Com freqüência os objetivos e as atividades são negociadas com o professor, que atua mais como um moderador que como um instrutor. Ocasionalmente, as mesmas aulas são abertas, sem muros, de maneira que os estudantes se podem mover com liberdade de uma área para outra. Grande parte da aprendizagem baseia-se em materiais de manipulação "de prática". Os professores recorrem à observação dos alunos, às mostras de trabalho, aos procedimentos e à análise para caracterizar o ensino orientado e não para determinar qualificações (Giaconia, Hedges apud Woolfolk, 1996, p. 495).

60. Amor?. Amor-erótico, amor-ternura, amor-amizade, amor-respeito... Não, não existem amores distintos. As emoções existem na relação, não no corpo, ainda se realizem através dele. Assim desde a biologia, as distintas emoções são distintas disposições corporais dinâmicas que em cada instante especificam a classe de condutas relacionais que um organismo pode gerar nesse instante. E desde o ponto de vista do domínio onde elas de fato ocorrem, que é na relação, elas são distintos domínios relacionais que especificam o caráter das condutas que neles tem lugar. Nestas circunstâncias, o amor como emoção é um só e é o domínio das condutas relacionais em que o outro, ou o outro, surge como legítimo outro na convivência com alguém (Maturana, Bloch,1996, p. 29).

61. Ebbinghaus (apud Good, Brophy, 1997, p. 177) desejava estudar a memória "pura" sem contaminação da aprendizagem prévia, evitando o discurso coerente e em seu lugar usando apenas sílabas sem sentido. Adotou as seguintes teorias:

62. Bartlett (apud ibid) rechaçou os intentos de estudar a memória pura em favor do estudo da memória ocorrida na vida cotidiana, então rechaçou as sílabas sem sentido em favor de estímulos mais naturais, tais como rostos humanos, desenhos e discurso coerente.

63. Os esquemas são estruturas de dados abstratos que organizam vastas quantidades de informação. Um esquema é um padrão ou guia para a compreensão um evento, conceito ou habilidade (Woolfolk, 1997, p. 251).

64. Hebb (apud Varela, 1996, p. 57) sugeriu que a aprendizagem poderia basear-se em mudanças cerebrais que surgem do grau de atividade correlacionada com as neuronas: se duas neuronas têm a tendência de atuar em conjunto, sua conexão é reforçada; caso contrário, diminui. Portanto, a conectividade do sistema torna-se inseparável da sua história de transformação e relaciona-se com a classe de tarefa que se propõe ao sistema. Como a verdadeira ação se produz no nível das conexões, propôs-se para esta linha de pesquisa, o nome de conexionismo.

65. Conhecimento armazenado e codificado em forma de proposições verbais (informação baseada na linguagem) (Good, Brophy, 1997, p. 179).

66. Implica impressões armazenadas de experiências pessoais (episódios) na vida de alguém (Good, Brophy, 1997, p. 179).

67. Para Varela (1996, p. 97), existe um conceito "fraco" de representação. Este conceito é puramente semântico: refere-se a tudo o que possa se interpretar como sendo a respeito de algo. É o conceito da representação como "interpretação", pois nada se pode dizer a respeito de determinada coisa, se não se interpretá-la de alguma maneira. Este conceito de representação é "fraco" por que não comporta, necessariamente, nenhuma implicação epistemológica ou ontológica forte. Também é totalmente aceitável pensar que um enunciado representa um conjunto de condições, sem se perguntar se a linguagem em conjunto funciona deste modo, ou se existem fatos no mundo separados da linguagem, que logo possam ser representados por orações da linguagem. Em outras palavras, o conceito "fraco" de representação é pragmático; é usado freqüentemente sem preocupação. A obviedade de tal idéia converte-se num conceito tão mais forte de representação, que se adquire fortes implicações ontológicas e epistemológicas. Este conceito "forte" surge quando se generaliza a base do conceito mais fraco para elaborar uma teoria cabal a respeito do funcionamento da percepção, da linguagem ou da cognição. As implicações ontológicas e epistemológicas são basicamente duplas: aceitar-se que o mundo esteja predefinido, é aceitar que seus traços estejam pré-definidos ante toda atividade cognitiva. Para explicar a relação entre esta atividade cognitiva e um mundo predefinido, considera-se a existência de representações mentais dentro do sistema cognitivo (imagens, símbolos ou padrões sub-simbólicos de atividades distribuídas por redes). Constitui-se, assim, uma teoria cabal que estabelece que (ibid.): o mundo é pré-definido; a cognição apreende este mundo ainda que seja de forma parcial; e o modo como se conhece este mundo pré-definido consiste em representar seus traços e logo atuar sobre a base das representações.

68. O conjunto de conhecimentos possuídos pelas pessoas.

69. Conhecimentos de base, tais como as tábuas aritméticas, estão disponíveis toda a vida, salvo acidente, doença ou dano devido à idade...

70. Entre os humanos, a marcha é aprendida e a coordenação dos movimentos correspondentes supõem uma memória, em geral, disponível até a morte.

71. São teorias da organização da memória que assumem que os conceitos são armazenados na memória de longo prazo dentro das redes de associação significativa organizadas de maneira hierárquica (Anderson, Bower; Collins, Loftus; Kintsch; Rumelhart, Lindsey, Norman apud Good, Brophy, 1977).

72. Esquemas, teorias da organização da memória, sugerem as tentativas de encontrar sentido em certas situações, conduzidas por conjuntos de conhecimentos prévios relacionados (esquemas), que constituem modelos que descrevem o quê esperar da situação e das relações entre seus elementos, etc. Os conjuntos de de conhecimentos prévios relacionados, que proporcionam contexto para a interpretação significativa da entrada nova, são geralmente denominados esquemas (Rumelhart, Norman; Anderson; diSibio apud Good, Brophy, 1997), roteiros (Schank, Abelson apud ibid.) ou quadros (Minsky; Winograd apud ibid.).

73. É a memória para significado. Estas lembranças se armazenam como proposições, imagens e esquemas (Woolfolk, 1996, p. 250).

74. Martinalde (Woofolk, 1996, p. 250) distingue entre a memória semântica e a memória episódica como segue: a memória semântica contém os elementos básicos do conhecimento e a memória episódica constitui-se destes elementos. A memória semântica é como um dicionário que contém os significados de todas as palavras e imagens que conhece. A memória episódica é como uma novela ou filme que integra estes conceitos em formas particulares.

75. Memória de longo termo indica como fazer as coisas. Está organizada como uma rede de relações ordenada e lógica. As memórias procedurais representam-se como regras de condição e ação, às vezes conhecidas como produções que especificam as regras a respeito das ações que devem ser levadas a cabo, dadas certas condições.

76. Extensão da ativação: recuperação de partes de informação, com base na sua relação entre si. Lembrar um bit de informação ativa (estimula) a lembrança de informação associada.

77. As lembranças mais recentes podem interferir ou obscurecer lembranças anteriores, e as lembranças mais antigas podem interferir na recuperação de novas informações.

78. A interferência é bastante direta: lembrar informação nova interfere ou obscurece a recordação da informação antiga e o pensamento substitui o antigo.

79. Deterioração: debilitação ou desaparecimento das lembranças com o passar do tempo.

80. Conhecida também como registro sensorial ou armazém de informação sensorial.

81. As informações na memória operacional são aquelas que estão disponíveis para a tarefa e para os tratamentos referentes: elas são mantidas ativas durante o desenvolvimento da tarefa.

82. Implica pelo menos dois componentes separados (Flavell, apud Woolfolk, 1996, p. 262):

O uso destas habilidades regulatórias e metacognitivas é conhecido como supervisão cognitiva.

83. São mais capazes de determinar compreenderam bem as instruções (Markman apud Woolfolk, op. cit. p. 261), ou se estudaram o suficiente para lembrar um conjunto de conceitos (Flavell, Friedrichs, Hoyt apud ibid.)

84. As habilidades metacognitivas começam a desenvolver-se ao redor dos 5-7 anos de idade e se desenvolvem ao longo da atividade escolar. A maioria das crianças passa por um período de transição em que podem aplicar uma estratégia particular, se forem lembrados, mas não por si mesmos (Graner apud Woolfolk, 1996, p. 262).

85. Alcançar um brinquedo, encontrar uma palavra correta para denominar um objeto ou contar.

86. Tratam de simplificar a tarefa ao ignorar informação importante ou saltar passos para chegar a uma solução correta.

87. Ao redor dos 6 anos de idade, a maioria das crianças descobre o valor de usar estratégias organizacionais e mais ou menos a idade de 9 ou 10 anos utilizam estas estratégias de maneira espontânea (Woolfolk, 1996, p. 263).